foto: ALPHA ONE MEDIA / CHRISTOPHER REEVE

Alex Rins (Team Suzuki Ecstar) tornou-se o sexto vencedor em Silverstone nas últimas seis corridas aqui disputadas, primeiro facto curioso deste GP da Grã-Bretanha, que ficará na história também pela vitória de Rins sobre Marquez, por apenas 0,013 seg. a segunda margem mais curta da história do MotoGP com Maverick Viñales (Monster Energy Yamaha MotoGP) a completar o pódio.

As anteriores margens mínimas ocorreram em 2006 no circuito do Estoril de 0,002seg. entre Valentino Rossi e Toni Elias que acabou por tirar o título mundial ao Dottore, na agora terceira a margem entre Sheene e Roberts foi de 0,030 como curiosidade no Grande prémio da Áustria à 15 dias a margem entre Dovizioso e Marquez  foi de 0,213 seg.

Já são duas corridas que Marquez perde sobre a linha da meta, um amargo de boca só atenuado pela sua vantagem no campeonato que é agora 78 pontos, pois Dovizioso caiu na primeira volta.  O duelo foi quase da primeira à última volta, entre Rins e Marquez com o melhor arranque, seguido de Valentino Rossi (Monster Energy Yamaha MotoGP) que no arranque ganhou posição a Fabio Quartararo (Petronas Yamaha SRT) .

Chegados à primeira curva, surgiu um acidente, Rins com um bom arranque consegue segurar a sua Suzuki que fugia de traseira, Quartaro que seguia colado ao espanhol, trava instintivamente em curva, a sua Yamaha apesar do excelente chassi de que é dotada, não aguenta e cai deslizando para a trajetória onde infelizmente, o seguia o segundo classificado no campeonato, Andrea Dovizioso (Ducati Team), provocando a sua queda inevitável e terminou assim corrida de dois dos mais sérios candidatos a vencer o GP da Inglaterra.

O acidente deixou Marquez, Rossi e Rins na frente da corrida, com  Rins a não perder tempo e a atacar o ‘Docttore’ e passar para segundo, de Marquez. A partir daí, os dois começaram a afastar-se, com Rossi a tentar aguentar o seu companheiro de equipa Viñales que com ritmo superior já tinha ultrapassado Franco Morbidelli (Petronas Yamaha SRT) e a aproximar-se de Rossi ultrapassando-o quando faltavam 14 voltas para o final da corrida.

Na frente Marquez e Rins  permaneciam juntos preparando-se para o confronto final, com o piloto da Suzuki a sofrer uma derrapagem na curva 9, depois de ter olhado para trás para ver com os seus próprios olhos onde estava Viñales, como que confirmando as indicações da box.

Mas a Suzuki estava com bom ritmo rapidamente, Rins aproximou-se de Marquez, e na penúltima volta, ultrapassou-o em curva para este na curva seguinte voltar à liderança…foi um ensaio geral.

Chegados à última curva da última volta, o numero #42 passou pelo lado de fora Marquez e os dois fizeram a reta da meta de cotovelo com cotovelo, sendo que Rins se encontrava do lado de fora teve de ceder, uma vez que Marquez não vacilou. Rins perdeu alguns metros mas a pressão continuou nos cinco quilômetros que restavam da corrida.

Rins durante toda a corrida, demostrou uma velocidade incrível mantendo-se sempre junto de Marquez. Na última volta o piloto da Honda cortava as trajetórias, mas a Suzuki confirmou os seus pontos fortes, nomeadamente a sua fantástica velocidade em curva, Rins mudou a tática que utilizara na volta anterior e desta vez entrou por dentro na última curva batendo  o campeão do mundo na linha da meta por 0,013 seg e a segunda de Rins na temporada (Texas a primeira).

Viñales, vencedor de 2016 em Silverstone, nada mais podia fazer senão assistir à luta dos dois homens da frente, pelo que terminou em em terceiro conseguindo o seu 60º pódio. O seu companheiro de equipa Valentino Rossi ficou em quarto com Morbidelli a completar os cinco primeiros e, melhor piloto de equipas independentes.

De salientar que a Yamaha colocou 3 motas nos cinco primeiros resultados.

O herói da casa o britânico Cal Crutchlow (LCR Honda Castrol)cruzou a linha da meta na P6, com meio meio segundo de avanço sobre Danilo Petrucci (Ducati Team), com Jack Miller (Pramac Racing) e Pol Espargaró (Red Bull KTM Factory). não muito atrás na P8 e P9, respectivamente. Andrea Iannone (Aprilia Racing Team Gresini) completou os dez primeiros finalmente o italiano a justificar a sua contratação por parte da Aprilia.

Francesco Bagnaia (Pramac Racing), Sylvain Guintoli (Team Suzuki Ecstar), Hafizh Syahrin (Red Bull KTM Tech 3), Jorge Lorenzo (Repsol Honda Team) e Karel Abraham (Reale Avintia Racing) na P15, foram os restantes pilotos que terminaram nos pontos.

Miguel Oliveira caiu pela primeira vez em 22 corridas de motoGP por ter sido albarroado por Johann Zarco na curva 14 da décima volta. Pela sua condução irresponsável o francês será penalizado em 3 posições na grelha de partida do próximo Grande prémio em Missano.

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