foto: ALPHA ONE MEDIA / CHRISTOPHER REEVES

Depois de seis pódios e uma vitória no GP da Europa, Joan Mir (Team Suzuki Ecstar) com 37 pontos de vantagem, não vacilou no seu primeiro Match Point  e com uma corrida controlada, evitando ao máximo os riscos de uma queda, terminou a corrida que tinha ganho a semana passada, na P7 o suficiente para garantir o titulo na classe rainha e se tornar o primeiro piloto a vencer o mundial nas categorias de Moto3 ™ e MotoGP e o primeiro a vencê-lo pela Suzuki passados  20 anos na categoria rainha.

Juan Mir é natural Maiorca, na  ilha de  Palma de Maiorca que fica em no mar Báltico em frente de Valencia, terra berço de grandes desportistas como Rafael Nadal e Jorge Lorenzo.

Foi na escola de pilotagem do pai de Jorge Lorenzo que Juan Mir deu os primeiros passos aos 9 anos, mas o caminho para a glória começou na Red Bull MotoGP Rookies Cup em 2013, onde subiu ao pódio no ano de estreia, no segundo ano em 2014 o maiorquino terminou em segundo lugar da geral averbando várias vitórias.

Em 2015, realizou a temporada completa no FIM Moto3™ Junior World Championship, onde terminou em quarto da geral, com quatro vitórias e mais três pódios lutando pelo título até ao final. No final deste mesmo ano, Mir também fez a sua estreia no Moto3™ World Championship- qualificando-se em 15º e na corrida lutou pela P6 em Phillip Island. O maiorquino caiu, mas causou muito uma boa impressão.

Em 2016 entrou no circo, pela porta do Moto3 ™ e imediatamente começou a impressionar. Entrou nos pontos na primeira corrida, um top cinco na terceira corrida e depois primeira vitória no GP da Áustria – saindo ad sua primeira  pole – viram Mir terminar o ano em quinto na geral e Rookie do Ano. Este impressionante primeiro ano, transformou o espanhol num sério candidato ao título no ano seguinte, algo a que não se fez rogado, ao conquistar logo as duas primeiras vitórias da temporada de 2017.

Mais vitórias em Le Mans , Catalunha que antecederam três vitórias consecutivas na Alemanha, República Checa e Áustria, depois seguiu-se  outra em Aragon e a primeira hipótese  do maiorquino se sagrar campeão  em Motegi. Mir não conseguiu este match point mas não perdoou o segundo, venceu a nona corrida da época  e sagrou-se campeão noutra ilha, a de  Phillip Island, local onde se tinha estreado apenas dois anos antes, tornando-se o Campeão do Mundo de Moto3 ™ de 2017.

Mir então mudou-se para a Moto2 ™ para a  EG 0,0 Marc VDS team. Rookie na classe intermédia, o espanhol continuou a impressionar conseguir quatro pódios e terminar a temporada em sexto na geral. As suas prestações chamaram a atenção da Suzuki e a  fábrica de Hamamatsu ofereceu-lhe um lugar no MotoGP ™ para o ano seguinte, e Mir aceitou entrar na categoria rainha em 2019.

A primeira corrida no Qatar, o número 36 impressionou na estreia e terminou em oitavo seguiram-se algumas corridas mais difíceis. Em Mugello voltou aos pontos terminando em 12º, e na Catalunha fez um brilhante sexto lugar onde começou uma série de resultados dentro  dos oito primeiros.

Contudo uma queda na corrida de Brno e outra no teste pós-corrida da República Checa, afastou o maiorquino dos Grandes Prémios da Áustria e de Inglaterra por lesão.

Ao regressar a Misano, Mir voltou a pontuar e terminou o ano sem mais quedas, obtendo o melhor resultado no seu ano de estreia um quinto lugar em Phillip Island motivado para 2020.  Nos testes de pré-temporada de 2020, Mir e a Suzuki trocaram bastantes impressões, enquanto a fábrica de Hamamatsu apresentava prestações impressionantes, mas quando passados  alguns meses chegou a prova dos nove em Jerez a Mir caiu no GP da Espanha. Mas na segunda corrida de Jerez já terminou em quinto lugar.  Em  Brno teve outro DNF que lhe prejudicaram as  suas ambições ao título, mas não por muito tempo.

Na Áustria aconteceu-lhe tudo. Um primeiro pódio no MotoGP ™ com um segundo lugar, que lhe deu o mote para uma corrida impressionante no GP da Styrian, onde com a vitória no bolso, surgiu uma bandeira vermelha, devido aos problemas com os travões da Yamaha de Maverick  Viñales. (Monster Energy Yamaha MotoGP).

Mir acabou por terminar em quarto e Miguel Oliveira (Red Bull KTM Tech 3) venceu a sua primeira corrida.

O maiorquino continuou a boa forma e conseguiu  três pódios consecutivos em San Marino, Emilia Romagna e GP da Catalunha, subindo na geral do Campeonato, antes de Le Mans lhe refrear os ânimos ao terminar em 11º devido à sua falta de experiência nas instáveis condições atmosféricas da pista francesa.No entanto os seus  principais rivais Fabio Quartararo (Petronas Yamaha SRT) e Maverick Viñales (Monster Energy Yamaha MotoGP) também não se deram bem em Le Mans e nada estava perdido.

Na jornada dupla no  circuito de MotorLand Aragon  Mir voltou ao pódio, conquistando dois terceiros lugares. No primeiro, assumiu a liderança do Campeonato e chegou ao Gran Premio de Europa já como o claro favorito ao título na classe rainha, mas comentava-se que poderia ser campeão do mundo sem conquistar uma vitória. Essa primeira vitória no MotoGP ™ que, apesar de por mera infelicidade não conquistou no GP da Styrian.

Assim em Valência Mir colocou toda a carne no assador, como dizem os nuestros hermanos e com uma corrida exemplar conquistou a sua primeira vitória. Somando os  valiosos 25 pontos com  37 pontos de vantagem para o penúltimo fim-de-semana de da temporada.

Foi um sábado difícil no Gran Premio Motul de la Comunitat Valenciana, já que se qualificou em 12º, mas quando as luzes se apagaram para o seu primeiro match point, o maiorquino rapidamente entrou nos dez primeiros, depois nos oito primeiros, acabando no sétimo lugar e conseguindo os pontos necessários, já que os seus adversários mais próximos a mais não o obrigaram, coroando-se assim Juan Mir como Campeão do Mundo de MotoGP ™ de 2020.

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