foto: ALPHA ONE MEDIA / CHRISTOPHER REEVES

Numa corrida que poderia nem ter acontecido, o piloto português dominou a corrida em Mandalika e já está no quarto lugar da classificação.

Miguel Oliveira não quer recordar o primeiro Grande Prémio da temporada 2022 de Moto GP; mas certamente quer recordar o segundo Grande Prémio da temporada 2022. O português venceu o GP da Indonésia, neste domingo.

Na prova inaugural do ano, Miguel só tinha conseguido o 14.º lugar na qualificação e nem chegou ao fim da corrida, devido a uma queda. Mas no circuito em Mandalika a narrativa foi bem diferente.

Uma narrativa que poderia nem ter começado em pista, por causa do vento forte e sobretudo da chuva torrencial que tomaram conta daquela região.

A organização do Grande Prémio contratou mesmo uma xamã que, com os seus alegados poderes especiais e com os seus rituais, tentou afastar a chuva. Após vários minutos (e muitas fotografias tiradas até pelos elementos das equipas), a xamã retirou-se e realmente a chuva praticamente desapareceu, mais tarde.

Antes, Marc Márquez. O espanhol teve mais um episódio na sua fase complicada: tinha caído duas vezes na qualificação e, nesta madrugada, no aquecimento, protagonizou uma queda violenta, quando seguia a cerca de 200 quilómetros por hora, e foi transportado para o hospital.

Mais de uma hora depois do que estava programado, e com uma corrida de 20 voltas em vez de ter 27, as motas começaram a andar.

E logo na partida Miguel Oliveira mostrou que estava no seu mundo: partiu do sétimo lugar, passou logo para o segundo posto nos metros iniciais, e ainda na primeira volta ultrapassou o campeão Fabio Quartararo. O líder cedeu temporariamente a posição para Jack Miller, mas o português recuperou a primeira posição numa falha do australiano.

A partir daí foi um recital: Miguel Oliveira estabelecia constantemente a volta mais rápida, segurou e aumentou a vantagem em relação a Miller – mas até viria a ser Quartararo a terminar no segundo lugar.

Quarta vitória para o número 88 na categoria Moto GP, a 16.ª no geral no Mundial de motociclismo.

Miguel Oliveira (Red Bull KTM Factory Racing): “Quero dedicar a vitória à minha filha (nasceu há quatro meses) e também quero dedicar a vitória a um trabalhador do hotel onde estive hospedado. Ele é mesmo boa pessoa, foi muito simpático comigo, quero dedicar-lhe o triunfo”, comentou o português.

Agora Miguel Oliveira tem 25 pontos e está no quarto lugar da classificação de pilotos. O líder é Enea Bastianini, com 30 pontos; o italiano foi apenas 11.º na Indonésia mas tinha vencido no Qatar.

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