foto: ALPHA ONE MEDIA / CHRISTOPHER REEVE

Este fim de semana disputa-se o último dos três GPs que se disputam do outro lado do mundo o Shell Malaysia Grand Prix, no Circuito Internacional de Sepang.

A  habitual Conferência de Imprensa antes do evento contou com o atual campeão Marc Marquez (Repsol Honda Team), acompanhado por Andrea Dovizioso (Ducati Team) – segundo classificado na geral – além de Fabio Quartararo (Petronas Yamaha SRT), Jack Miller (Pramac Racing), Cal Crutchlow (LCR Honda Castrol) e o herói em casa Hafizh Syahrin (Red Bull KTM Tech 3).

O campeão do Mundo falou primeiro mostrando-se otimista para a corrida, tendo a hipótese de bater o  recorde de pontos conquistados numa só temporada este fim de semana, pertença imagine-se do seu companheiro de equipa Jorge Lorenzo, até agora com apenas 23 pontos e que na época de 2010 conseguiu 383pontos

Marc Marquez (Repsol Honda Team): “Estamos num bom momento, obviamente, gostamos da nossa mota, tudo o que tentamos melhorar funciona. Agora é hora de seguir em frente, já disse em Aragon que o objetivo era tentar terminar todas as corridas no pódio e aqui o objetivo é o mesmo. Vamos trabalhar duro o fim de semana, lutar por mais uma vitória e pressionar um pouco nos nossos adversários, esta é a melhor maneira de terminar a temporada.

No papel, se olharmos para a mota deste ano e o fato de termos vencido aqui no ano passado, podemos dizer que estamos com mais velocidade, porque temos um motor melhor para as duas retas. Mas, no ano passado, o pódio foi Honda, Suzuki e Yamaha, e as Ducati, as mais rápidas nas retas, não estavam no pódio. Foi difícil perceber as condições da pista que mudam muito de manhã para a tarde devido ao tempo, mas vou tentar estar nas primeiras posições em todas as condições e ver se podemos lutar pela vitória ”

De seguida, falou um dos vencedores de Sepang que ainda procura melhorar, começou por recordar o que lhe aconteceu no GP da Austrália.

Andrea Dovizioso (Ducati Team): “Acho que temos que olhar para a distancia e não para a posição real. Estava em posição de lutar com o  Jack e o Bagnaia até a última curva não tivesse cometido um erro na última volta. Mas apesar desse erro, estamos mais longe que no ano passado. Não podemos ser felizes. Acabamos sempre sem pneus para as últimas dez voltas, uma consequência do modo como temos de conduzir.

Também não  me senti bem durante todo o fim de semana.Nesta temporada, acho que, no final, tivemos muitos altos e baixos. Tivemos dificuldades em muitas situações em comparação com os últimos dois anos, mas vamos acabar no segundo lugar, temos de estar felizes com isso.

Quando olhamos para Marc, com certeza a diferença é muito grande, mas é grande demais para toda a gente. É difícil pensar em como podemos parar o Marc porque esta temporada ele fez ainda melhor do que no ano passado.

Nunca estivemos bem numa corrida a seco. Temos que ser melhores nessa situação, vamos ver.Com certeza, não temos a mesma velocidade do ano passado. Falamos sobre a velocidade real nos treinos e no início da corrida quando o pneu é novo. Isto criou uma situação difícil para nós, porque não podemos ter uma estratégia.

Quando pressionamos no inicio e não temos velocidade, é um problema. Consegui controlar-me, penso que da melhor maneira em muitas corridas, consegui manter a calma mesmo quando não tinha ritmo no inicio, poupei os pneus e mantive os mesmos tempos para poder ganhar na segunda parte das corridas posições. Mas isto não é o suficiente, não é o que precisamos. Precisamos melhorar. ”

O francês pode conquistar o título de melhor piloto de equipas independentes no território do patrocinador oficial a Petronas. Mas primeiro, falou da sua lesão depois do acidente na Austrália.

Fabio Quartararo (Petronas Yamaha SRT): “Sinto-me melhor. Com certeza ainda sinto dores, mas quando estás numa mota, tens outras coisas em que pensar. Será um fim de semana muito importante para nós, há muita expectativa para a equipe no seu GP em casa, iremos dar o nosso melhor e tentaremos deixá-los orgulhosos.

Quando se sofre um acidente grave, estás preocupado em querer voltar a correr o mais rápido possível para não perderes as sensações. No sábado, infelizmente, com o vento e as condições, fizemos apenas algumas voltas, no domingo foi bem divertido, tivemos o Warm Up, participei no Q1 pela primeira vez e até foi bom porque precisava de mais tempo em  pista mas  não esperávamos terminar na primeira fila no Q2 para a corrida depois do  acidente, a qualificação foi boa e precisamos tirar os pontos positivos deste fim de semana em que encontramos velocidade numa pista difícil “.

O australiano Miller luta com Quartararo pelo título de melhor piloto Independente sendo o primeiro piloto australiano no pódio em casa nos últimos sete anos.

Jack Miller (Pramac Racing):  “Na verdade, não tinha voz na segunda ou terça-feira, voltou um pouco ontem. Podem verificar que ainda não é a ideal, mas estou aqui, estou vivo e isso é positivo!Acho que o Marc e Cal dirão que o pódio foi ridículo, nunca experimentei algo assim. Foi um dia incrível. Aqui estamos agora, na pista  rápida da Malásia. Esperamos ansiosamente ter um bom fim de semana.

Tivemos aqui um bom teste, mas nunca se pode realmente comparar um teste com um fim de semana de corridas, porque nos testes sempre se conseguem boas condições, por isso estou ansioso para voltar às configurações básicas e continuar a trabalhar normalmente.

Qual é a chave? “Gerir bem os pneus, é uma corrida muito comprida, acho que esse será um dos principais problemas. No papel pelo que aconteceu o ano passado, parece que os pneus macios partem em vantagem. Veremos aguentam  voltas suficientes nos treinos e na qualificação, especialmente a da tarde.

Geralmente chove por volta das 2:30-3h todos os dias. Tentar fazer uma boa estratégia durante todos os treinos e maximizar o tempo em pista para ficar o mais confortável possível durante a corrida, e no final o mais preparado possível para domingo. Acho que nas últimas três vezes aqui, duas vezes esteve molhado, mas precisamos de estar preparados para as ambas as condições “.

Quem no ano passado sofreu um grave acidente e este ano alcançou o pódio na Austrália e ainda pode atacar o título de melhor piloto independente

Cal Crutchlow (LCR Honda Castrol):  “Definitivamente, foi bom terminar  em  quinto em Motegi. Espero que possamos terminar bem classificados. Não corri aqui no ano passado, mas fiz o teste. É um circuito que eu aprecio, mas não aquele em que sempre estive bem, mas isso sempre pode acontecer. Estou ansioso para ver o que podemos fazer aqui.

A equipa está a trabalhar muito próximo da Honda e precisamos de outro bom resultado para fazer estes dois fins de semana valer a pena.Temos de andar de acordo com as condições, escolher boas afinações e pneus adequados para tentar a melhor classificação possível.

Não é um circuito fácil,  com grandes zonas de travagem, curvas rápidas e mudanças de direção, além do muito calor sempre presente. É sempre uma corrida difícil para todos, mas estamos todos no mesmo barco e precisamos de fazer um bom trabalho aqui na Malásia.”

A sala ficou em silêncio para ouvir o herói da casa. Sepang tem sido uma boa pista no passado e falou sobre seu  futuro

Hafizh Syahrin (Red Bull KTM Tech 3) : “De volta ao GP em casa, é sempre ótimo, é claro, sempre há um pouco de pressão à frente dos fans da casa que esperam o melhor de nós. Na noite passada, tivemos um pequeno jogo amistoso de futebol com a equipa SRT,  penso que neste momento é a única maneira que temos de vencê-los, no circuito são rápidos demais! Treinamos às vezes em conjunto com os pilotos da SRT, com Fabio em Espanha, às vezes com Jack, onde às vezes os vencemos. Os atletas gostam sempre de vencer em tudo o que fazem! Este pequeno jogo deu-me um pouco de motivação, gostei, é um bom lugar para jogar aqui”

”Qual a sua memória favorita em Sepang na classe rainha? “

Sempre gosto da minha equipa porque é como a minha família. O ano passado tive um grande sorriso quando terminei a corrida em Sepang. Comecei de último e terminei em décimo, é uma boa recordação. Gostaria de agradecer à Tech 3 por me dar essa oportunidade, foi incrível e realizou meu sonho. O próximo ano será uma nova era, como à dois anos atrás, mas com uma nova moto e com um motor com mais de potência do que tinha à dois anos atrás, na Moto2. Espero poder aproveitar e continuar sorrindo. Sorrir é uma boa terapia para mim. ”

Horários: 

Sexta-feira: 1 Novembro: Treinos livres
 01:00  – 5:15h – Moto3 – FP1 e PP2
01:55 –  6:10h – Moto2 – FP1 e PP2
02:50 – 03:35h – MotoGP – FP1 e FP2
Sábado: 02 Novembro: Treinos livres e Qualificações
01:00 – 04:35 – 05:00h –Moto3 – FP3, Q1 e Q2
01:55 – 5:30 – 5:55h – Moto2 – FP3, Q1 e Q2
02:50 – 06:25 – 7:30h – MotoGP – FP3 e FP4
07:05 – 07:30h – MotoGP – Q1 e FQ2
Domingo 03 Novembro:
00:40 – 01:00h – Moto3 – Warm Up
01:10 – 01:30h – Moto2 – Warm Up
01:40 – 01:00h – MotoGP –
Corridas:
05:20h – Moto3
07:00h – Moto2 
08:45h – MotoGP

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