Jorge Lorenzo partiu para a corrida a 43 pontos do estreante na categoria rainha Marc Márquez, a quem bastava marcar mais oito pontos para que o título fosse entregue quando ainda faltam 2 provas para o final do campeonato.

Mas estamos perante um dos campeonatos mais emocionantes do mundo, pelo que, depois do resultado da corrida de domingo, Lorenzo está a apenas 18 pontos de Márquez, quando ainda faltam correr as jornadas de Motegi e Valência.

Falando sobre a sua vitória numa corrida encurtada de 22 para 19 voltas, que incluiu uma mudança de mota obrigatória devido ao novo asfalto da pista de Phillip Island, Lorenzo afirmou: “Foi uma corrida louca e caótica, foi a primeira vez que tivemos de mudar de mota numa corrida seca. Foi preciso uma grande atenção por parte de todos e os mecânicos precisavam de estar sempre prontos, pois qualquer coisa podia acontecer”.

“Treinámos muito a mudança de mota e isso foi uma das chaves da vitória. Fui mais lento no warm up e tivemos de mudar algumas coisas. Alterámos a estratégia e introduzimos algumas melhorias. Estive muito rápido na corrida, mas o Marc e o Dani (Pedrosa) também estavam muito rápidos”.

Falando sobre o toque entre si e Marquez, quando o jovem da Honda deixava o pit line na segunda mota, e a bandeira preta que foi mostrada ao seu adversário ao título, Lorenzo acrescentou:

“Travei muito tarde e o Marc estava a sair do pite line por isso tocámo-nos e tivemos sorte em evitar a queda. Errámos os dois. Ele não olhou para ver que vinha, mas foi 50/50. Quem está já em pista deve ter prioridade. Não sei exactamente o que aconteceu ao Marc hoje, se foi um erro dele ou da equipa ou se ele não viu a placa”.

Consciente da sua sorte e da grande oportunidade que tem agora para reconquistar o título, Lorenzo acrescentou: “Tivemos muita sorte. Sem o erro do Marc acho que ficava em primeiro ou segundo. Agora o Campeonato mudou muito. Antes da corrida tínhamos 2 ou 3% de hipóteses e agora é de 20 ou 30%. Mas, o Marc é muito competitivo em todas as pistas, por isso precisamos de dar o máximo em Motegi e Valência”.

 

2º Classificado DANI PEDROSA

No ano passado em Phillip Island Pedrosa caiu e acabou com todas as esperanças de impedir Jorge Lorenzo de conquistar o segunda ceptro. Um ano mais depois, Lorenzo (Yamaha Factory Racing) venceu, com Pedrosa (Repsol Honda Team) em segundo, e com Márquez desclassificado ao não efectuar a troca obrigatória de moto e pneus até ao final da décima volta.

“De certa forma foi uma corrida muito excitante porque aconteceu tudo muito depressa, mas foi desgastante a partir de sábado não se saber que pneus usar e quantas voltas iriamos fazer, com as regras a mudarem a cada cinco minutos,” comentou Pedrosa.

“A equipa fez um bom trabalho e penso que hoje (domingo) pode descansar tranquilamente. Foi bom terminar no pódio e ser competitivo nesta pista porque normalmente não o sou. Estou muito contente com isto e desejoso pela próxima. Vou tentar manter a concentração.”

“Ainda estou com muitos pontos de atraso por causa do que aconteceu em Aragon, mas espero fazer mais um bom trabalho. Vamos tentar manter o mesmo nível.”

As provas que ainda faltam disputar em 2013 são os Grandes Prémios do Japão e de Valência, ambas ganhas por Pedrosa em 2012.

3º Classificado VALENTINO ROSSI

O italiano reclamou o terceiro posto, conquistando o sexto pódio de 2013. “No final o resultado foi bom, pelo que estou contente por estar no pódio aqui em Phillip Island porque é sempre um grande prazer e uma grande atmosfera,” afirmou Rossi. “Tentei dar o máximo, a corrida foi muito emocionante e gostei bastante, especialmente porque conseguimos fazer um trabalho muito bom nas boxes e ganhar duas posições.”

“Tive uma grande luta com o Cal; quando compreendi que afinal era pelo pódio tentei dar tudo. Na última volta começou a chover, o que foi muito assustador, mas no final correu tudo bem e conseguimos um bom resultado. Ainda temos de trabalhar e melhorar para sermos mais rápidos na próxima corrida.”

Desclassificado – MARC MÁRQUEZ

O piloto da Repsol Honda começou o dia sabendo que podia garantir o campeonato de MotoGP™ de 2013 caso somasse oito pontos ou mais que o rival Jorge Lorenzo na corrida do Tissot Grande Prémio da Austrália; contudo, acabou por perder 25 pontos para o Campeão do Mundo.

Com a Bridgestone a reconhecer problemas de durabilidade dos pneus após os treinos livres e Warm Up, as alterações aos regulamentos por circunstâncias especiais na reasfaltada pista de Phillip Island fez com que todos os pilotos tivessem de trocar de moto durante a corrida para poderem completar a segunda parte com pneus novos.

A nova regra temporária dizia que nenhum piloto podia fazer mais que dez voltas com qualquer pneu slick, ou de chuva, e que em circunstâncias normais os pilotos teriam de trocar de máquina no final da nona, ou da décima volta.

O colega de equipa de Márquez, Pedrosa, trocou de mota no final da nona volta e Lorenzo no final da décima, mas Márquez ficou em pista por mais uma volta com a primeira moto.

Após a corrida Márquez explicou que a sua equipa como um todo tinha compreendido que era possível completar 11 voltas.

Marc Márquez: “O plano que tínhamos não era o correcto, pensámos que podíamos fazer aquela volta. Pensámos que podíamos ir para o pit lane no final da 11ª volta. O problema não foi com a placa do muro das boxes, isso estava bem; quando vi “Box” entrei. Agora temos de esquecer isto e concentrar-nos em Motegi.”

Questionado sobre se ainda acredita na conquista do campeonato nesta que tem sido uma impressionante época de estreia, Márquez respondeu de sorriso na cara: “Disse na quinta-feira que o campeonato é muito longo. Hoje aconteceu isto e talvez em Motegi aconteça outra coisa. Sei que estamos na direcção certa, sinto-me muito bem com a moto. Hoje podia ter lutado pelo pódio, ou pela vitória.”

 

Campeão Classe CRT – ALEX ESPARGARO

Ironicamente, Espargaró sagrou-se vencedor das CRT em 2013, mas na corrida viu-se batido, pela primeira vez nesta época, pelo colega de equipa Randy de Puniet.

“Sinto-me muito contente,” diz o catalão, que terminou a prova uma posição atrás de De Puniet. “Hoje recebemos o prémio por um ano de excelentes resultados. Estivemos sempre perto das motos de fábrica e, com os poucos pontos que normalmente somamos, vencer o ‘campeonato’ das CRT a duas jornadas do fim significa que fizemos as coisas muito bem.”

“Este título é um grande prémio para mim e para a equipa. Desde que me juntei à Power Electronics Aspar Team nunca parei de crescer enquanto piloto. Tive os melhores componentes e moto de todas as CRT.”

“Hoje [domingo] o Randy também fez um grande trabalho, pelo que está de parabéns.”

Os planos de Espargaró ainda não estão confirmados para a próxima época, enquanto Aspar confirmou na quinta-feira que vai alinhar com motos Honda “Production Racer” com o antigo Campeão do Mundo Nicky Hayden durante pelo menos dois anos.

 

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