O Ministério Público está a investigar um caso de bullying em Almada, entre alegados estudantes de uma escola secundária, que foi filmado com um telemóvel e cujas imagens foram divulgadas nas redes sociais.

A agressão, que terá ocorrido há cerca de dois meses, envolve rapazes da faixa etária dos 15 anos que frequentarão a Escola Emídio Navarro, em Almada, conforme avança a SIC.

Nas imagens, que foram postas a circular no Facebook, pode ver-se um rapaz a ser violentamente espancado por outros jovens, enquanto alguém filma a agressão com um telemóvel.

É possível ouvir vozes ao fundo enquanto o rapaz é vítima de murros e de pontapés na cabeça. Ele ainda consegue levantar-se, mas, num estado de confusão e desorientação, acaba por embater contra uma carrinha.

Neste ponto, algumas das vozes de fundo incitam os agressores a baterem-lhe mais, enquanto se ouve alguém a dizer que “já chega”, que “já está bom”.

A mãe da vítima terá apresentado queixa na PSP de Corroios a 6 de Novembro de 2016, altura em que terão ocorrido os factos, avança a SIC.

O Ministério Público está a investigar o caso e já terá identificado os agressores, que serão todos menores de idade, tal como a vítima, segundo o canal de televisão.

O vídeo disseminado nas redes sociais vai servir de prova na investigação, afiança a SIC, e o caso pode chegar a tribunal.

“Desentendimento” por causa de uma rapariga

Um familiar do jovem agredido explica ao Correio da Manhã que ele “caiu numa armadilha” depois de ter recebido o telefonema de “um colega” que lhe disse que “precisava de falar” com ele.

“Ele foi sozinho ao local combinado. Quando chegou, foi agredido por várias pessoas”, conta este familiar no CM, revelando ainda que a violência terá sido motivada por “um desentendimento acerca de uma rapariga“.

O jovem foi hospitalizado e ficou com “muitas mazelas”, de acordo com a mesma fonte.

SV, ZAP //

COMPARTILHAR

DEIXE O SEU COMENTÁRIO

Por favor escreva o seu comentário!
Por favor introduza o seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.