As mulheres que têm uma visão mais otimista da vida podem viver mais tempo do que aquelas que têm uma visão “mais escura” do mundo, sugere um estudo realizado por cientistas da Universidade de Harvard, nos EUA.

Os cientistas analisaram dados do Nurses Health Study, que recolhe informações sobre as enfermeiras desde 1976. O estudo entrevistou mulheres sobre a sua saúde física e mental, bem como os seus hábitos relacionados com a dieta, exercício, tabaco e bebidas alcoólicas.

A partir de 2004, a pesquisa acrescentou uma pergunta sobre o otimismo. A partir desse ano, até 2012, as cientistas analisaram o que as participantes disseram sobre o otimismo e tentaram entender como é que isso se relacionava com as outras respostas e a saúde das entrevistadas.

Através da análise do “modo de vida” de cerca de 70 mil mulheres, os especialistas descobriram que as mais otimistas foram significativamente menos propensas a morrer de cancro, doenças cardíacas, doenças respiratórias ou infeções durante o período de estudo.

“As pessoas otimistas tendem a agir de maneiras mais saudáveis – ou seja, praticar mais exercício, dietas mais saudáveis, dormir melhor – o que reduz o risco de morte”, disse uma das principais autoras do estudo, Kaitlin Hagan, da Universidade de Harvard.

“O otimismo também pode ter um impacto direto no nosso funcionamento biológico. Outros estudos mostraram que um maior otimismo está relacionado com menor inflamação, níveis de lipidios mais saudáveis e antioxidantes mais elevados”, acrescentou Hagan.

Uma limitação do estudo é a possibilidade de que, em alguns casos, possam ser os próprios problemas de saúde a causar uma falta de otimismo nas mulheres.

O estudo não incluiu homens, mas investigações anteriores revelaram que a ligação entre o otimismo e saúde é semelhante para ambos os sexos, disse outro autor do estudo, Eric Kim.

Apesar da falta de homens no estudo, publicado no Jornal Americano de Epidemiologia, os resultados ainda sugerem que pode valer a pena promover esforços de saúde pública focados no otimismo.

“O pensamento negativo não é a causa ou o único contribuinte para as doenças. A mentalidade é apenas um fator, mas os resultados do estudo indicam que é significativo e não pode ser ignorado”, disse Susan Albers, psicóloga da Cleveland Clinic, em Ohio, que não está envolvida no estudo.

Outros estudos revelam que o otimismo pode (e deve) ser aprendido através de um treino diário. E, no final, só tem a ganhar em qualidade de vida.

BZR, ZAP

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