União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) recordou as 27 mulheres que morreram este ano em Portugal, vítimas de violência.

Numa iniciativa inserida numa campanha de 16 dias de ativismo pelo Fim da  Violência de Género, a UMAR deciciu homenagear as 27 vítimas mortais através da colocação de um vaso com uma violeta por cada vítima.

A campanha teve início no passado dia 25 de novembro, contando já com “diversas acções realizadas por várias zonas do país”, como adiantou Ilda Afonso porta-voz da UMAR, uma associação de mulheres com mais de 30 anos de existência e que luta pelo despertar da consciência feminina na sociedade portuguesa.

ViolênciaDoméstica-7398Embora os números de vítimas seja inferior ao do ano transacto, a verdade é que nada indica que a diminuição seja real, uma vez que continuam a ser encobertos vários crimes de género, perpetuados na sua maioria por ex-maridos, companheiros ou mesmos ex-companheiros. Preocupante é também o fato de muitas destas vítima mortais terem apresentado queixas e pedido ajuda antes dos crimes terem acontecido. Para Ilda Afonso, as mulheres têm de deixar de “se esconderem, saírem das suas terras e empregos, para evitar tragédias”, devendo Portugal seguir o exemplo da Alemanha onde “o agressor é que tem de sair de casa”, reconhecendo no entanto que “a nossa lei não é má”, apenas a “justiça tem de actuar como deve ser”.

De acordo com os registos do Observatório de Mulheres Assassinadas, nos últimos onze anos ocorreram 426 femicídios e 497 tentativas de femicídio. Das 426 mulheres assassinadas, 359 foram-no no âmbito das relações de intimidade presentes ou passadas (84,3%).

Conclui-se assim que, em Portugal, em média e por mês, 6 mulheres vêem as suas vidas serem atentadas, principalmente por pessoas com quem mantinham uma relação de intimidade. Destas mulheres, uma média de 2,6 a cada mês, perdem a vida.

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