O Governo assumiu o compromisso de generalizar o ensino pré-escolar às crianças com 4 anos este ano letivo. Contudo, algumas colocações ainda estão por resolver e existem famílias à espera de uma vaga na rede pública em Lisboa.

Fonte oficial do Ministério da Educação, citada pelo DN, adiantou que “Lisboa é a única região em que temos sinalizados problemas, que contamos ter resolvidos até 9 de setembro”.

A situação deverá ser resolvida até ao início do ano letivo, já que as crianças ficam em lista de espera e, se não tiveram lugar nas cinco escolas escolhidas na inscrição, são encaminhadas para uma instituição da rede solidária.

Na instituição, a permanência para as crianças de 4 e 5 anos será gratuita “no horário coincidente com a oferta da rede pública”, lembra o Ministério da Educação.

De acordo com Carlos Andrade, vice-presidente da União das Misericórdias, o setor privado também está disposto a ajudar os alunos.

“Temos ouvido falar disso em reuniões com o Governo e estamos disponíveis para aceitar os alunos que nos pedirem para acolher”, destaca.

Segundo Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, o agrupamento Dr. Costa Matos, em Vila Nova de Gaia, também tem alguns alunos por colocar – mas o assunto será resolvido.

“Tenho uma meia dúzia [de alunos] por colocar, mas já sei que vamos conseguir colocá-los por causa das desistências de alunos que já tinham lugar. Todos os anos é assim, na primeira semana de setembro há sempre ajustes”, explica.

Não deverão faltar lugares para acolher gratuitamente os cerca de 182 mil crianças do pré-escolar, mas, nesta altura, ainda há muitos alunos que não sabem onde vão ficar.

“Claro que causa mossa. Era preferível que os pais já soubessem onde vão ficar os filhos, mas este é um ano de transição e os atrasos são normais”, reconhece Filinto Lima.

Devido a uma lei aprovada em 2015 pelo anterior governo, no âmbito de um pacote legislativo sobre natalidade, o ensino pré-escolar será alargado às crianças de quatro anos até 2018, e às crianças de três anos até 2020.

BZR, ZAP

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