Faltam 22 milhões de euros para que se possam concluir as obras na ala pediátrica do Hospital de S. João no Porto que estão à espera há um ano. Mário Centeno, quando confrontado com o assunto pelo Parlamento, acha que está tudo bem pois mais uma vez a culpa é do anterior Governo, que anunciou as obras sem ter condições para o fazer por falta de verba.

O ministro das finanças não pode continuar e, em nome do défice, a escudar-se sobre o que o anterior governo devia ter feito e não fez e sobre as promessas infundadas que existiram. No presente, já não é o anterior Governo que tem as responsabilidades, é o atual Governo e quando se fala em crianças com cancro a serem tratadas nos corredores de contentores em lastimosas condições, este Governo terá de atuar.

A trapalhada que está por detrás das obras e dos 22 milhões de euros prometidos ao Hospital de S. João, são da responsabilidade de Passos Coelho, este referiu mecenas, uma associação e a certeza de que o dinheiro iria chegar. O dinheiro não apareceu e sobre o assunto mais ninguém quis saber. Resta agora a palavra do ministro das finanças de que as obras irão começar, pois o dinheiro irá aparecer, não explicou nem como nem quando.

A oposição exige, agora, respostas, os utentes da Unidade Joãozinho aguardam por melhores condições e todos gostaríamos de perceber as prioridades dos sucessivos governos, quando a opção das despesas orçamentais é sempre a mesma, porquê os bancos e não a saúde ou a educação?

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