O primeiro bebé com microcefalia causado pelo vírus Zika na Europa nasceu esta segunda-feira num hospital de Barcelona.

Segundo o chefe do serviço de Neonatologia do Hospital de Vall d’Hebron, Félix Castillo, as malformações no feto foram detetadas em maio, às 20 semanas de gestação, mas os pais não quiseram abortar e o recém-nascido vai agora ser submetido a estudos clínicos para se averiguar o estado de saúde.

A mãe contraiu o vírus ao ser picada por um mosquito na América Latina, refere fonte hospitalar.

O médico afirmou que o bebé, cujo sexo não foi revelado, não precisou de nenhuma reanimação específica, mas nasceu com um perímetro craniano menor do que os normais 33,5 a 34 centímetros. O grau da malformação craniana ainda vai ser medido.

“A microcefalia é uma tradução de um cérebro que não cresceu, de modo que não vai funcionar bem e provavelmente terá uma vida muito dependente dos cuidados de saúde pública”, disse o especialista.

Uma mulher eslovena que estava grávida de um bebé com microcefalia decidiu abortar quando lhe foi detetado que era portadora do vírus.

Cinco das 21 mulheres grávidas da Catalunha, confirmadamente infetadas com Zika, já deram à luz, mas os bebés nasceram saudáveis.

O número de casos de Zika confirmados em Espanha subiu para 190, dos quais 26 são mulheres que estavam grávidas no momento do diagnóstico, segundo dados do Ministério da Saúde espanhol, citados pela agência de notícias EFE.

/Lusa

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