foto: Mário Cruz / Lusa

A mais recente sondagem para da Aximage para o DNJN e TSF revela que António Costa vê a sua vantagem sobre Rui Rio reforçada, com os portugueses a avaliarem melhor o primeiro-ministro em políticas e liderança, atuação no último mês e confiança.

O fosso entre os líderes dos dois partidos com maior representação política continua a aumentar. Nem o pico da pandemia registado em janeiro e fevereiro, após a época natalícia, conseguiu abalar a confiança dos portugueses em António Costa.

Segundo o barómetro da Aximage, 60% fazem uma apreciação positiva da sua atuação enquanto líder partidário no último mês. Isto constitui um aumento de seis pontos percentuais relativamente à última sondagem, realizada em dezembro. Em contrapartida, 20% fazem uma apreciação negativa do seu desempenho (menos cinco pontos percentuais).

Por sua vez, o líder do PSD, Rui Rio, tem 33% de apreciações positivas e 34% de avaliações negativas.

Costa também solidificou a sua base, sendo que 40% apreciam simultaneamente a personagem e as ideias do socialista. Independentemente da políticas, 61% dos portugueses apreciam a pessoa em si. Já a adesão às políticas, sem pesar a personalidade, é de 50%.

A sondagem mostra ainda que 35% não gostam nem de Rui Rio nem das ideias que este defende. Apenas 16% dos portugueses manifesta uma adesão total. Independentemente da personalidade, o social-democrata regista 28% de apoio. A situação de Rio aumenta quando se retira o apoio às políticas da equação, registando uma aprovação de 41%.

No indicador “confiança para primeiro-ministro”, as diferenças entre os dois políticos são ainda maiores, com Costa a manter a liderança face a Rui Rio a larga distância: 54% contra 18%.

No frente a frente trimestral, 35% não gostam de Rui Rio nem das suas políticas, 16% aprovam Rio em toda a linha e, entre os eleitores do PSD, apenas metade subscreve tanto o líder como as políticas.

O eleitorado que se assume como social-democrata apresenta-se dividido sobre António Costa: 20% aprovam a liderança e as políticas, 20% gostam do líder mas não das políticas e 40% dos inquiridos do PSD reprovam Costa tanto como líder como pelas políticas defendidas.

O trabalho de campo decorreu entre os dias 24 e 27 de março. Foram recolhidas 830 entrevistas entre maiores de dezoito anos residentes em Portugal. Foi feita uma amostragem por quotas, com sexo, idade e região, a partir do universo conhecido, reequilibrada por sexo e escolaridade. À amostra de entrevistas, corresponde um grau de confiança de 95% com uma margem de erro de 3,40%.

Daniel Costa Daniel Costa, ZAP //

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