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A nova presidente da Câmara de Roma, Virginia Raggi, celebrou este sábado a primeira união civil entre homossexuais na capital italiana, depois de uma lei ter sido aprovada na primavera.

“Eu vejo-vos muito emocionados, e com razão, pelo momento importante: hoje nasceu um novo casal e uma nova família”, disse Virginia Raggi, citada pela agência de notícias France Press, ao receber Luca e Francesco na Câmara de Roma, o Capitólio.

“Desejo-vos uma longa vida”, disse a presidente da Câmara da capital italiana, antes de ler os artigos do código civil previstos na nova Lei.

A nova lei aprovada em maio não teve o apoio do Movimento Cinco Estrelas, M5S, o partido populista e anti-partidos de que Raggi faz parte, que não apoiou o projeto defendido pelo governo.

A Itália era o último grande país da Europa ocidental a impedir a união de homossexuais, devido à oposição da Igreja católica, tendo optado pela união civil, distinta do casamento.

A união civil permite, entre outros aspetos, a assistência moral e material recíproca, mas em Itália impede, como previa o projeto de Lei inicial, a adoção dos enteados pelo casal.

Virginia Raggi, carismática advogada de 37 anos, populista anti-partidos e candidata do Movimento Cinco Estrelas, venceu em junho as eleições para a câmara municipal de Roma, com mais de 60% dos votos.

Raggi foi a primeira mulher eleita para o cargo na capital italiana.

ZAP / Lusa

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