Cientistas da Universidade de Bath, no Reino Unido, realizaram um estudo que admite a hipótese de fertilização sem a existência de um óvulo – o que significa que a mulher deixará de ser indispensável para o processo de reprodução.

Os investigadores envolvidos no projeto usaram um processo químico para transformar uma célula do corpo num embrião, substituindo a célula habitualmente retirada dos óvulos femininos.

Assim, os cientistas conseguiram realizar um processo de partenogénese – que se refere ao crescimento e desenvolvimento de um embrião sem ocorrer fertilização.

“Esta é a primeira vez que alguém foi capaz de mostrar que qualquer coisa que não seja um óvulo pode combinar com esperma para dar origem a descendentes. Isto revoluciona 200 anos de pensamento científico”, afirmou o cientista Tony Perry, citado pela BBC.

Segundo o estudo publicado na Nature, as primeiras experiências realizadas em cobaias foram bem sucedidas.

Os investigadores conseguiram uma gravidez em cada quatro tentativas, e as cobaias que resultaram destas fertilizações sem óvulo nasceram saudáveis e tiveram os seus próprios filhos.

De acordo com Robin Lovell-Badge, do Instituto Francis Crick, o estudo poderá revelar informações interessantes sobre as etapas iniciais de desenvolvimento, que são relevantes tanto para a fertilização como para a clonagem.

Apesar de os resultados da experiência ainda parecerem “especulativos e fantasiosos“, os cientistas admitem que pode vir a ser possível, num futuro distante, originar uma vida sem a necessidade de um óvulo.

BZR, ZAP

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