Têm sido apresentados vários argumentos para uma possível nacionalização do Novo Banco. Sendo um destes argumentos o que prevê que caso não seja nacionalizado, será mais um banco nacional a ser controlado por estrangeiros. Ou ainda, como defende o PCP, se o Estado já colocou dinheiro no banco, deverá assim ser também o seu proprietário.

Cabe agora ao governo avaliar a situação e decidir qual a melhor opção, António Costa terá de decidir se valerá a pena integrar mais um banco na esfera pública e arriscar-se às críticas da oposição, dos contribuintes e ao ultrapassar os limites orçamentais, algo inevitável com esta nacionalização, irá expor-se os ataques da concorrência europeia.

Se todas as opções de venda falharem e não existirem interessados na sua compra a ideia da nacionalização será com toda a certeza concretizada e claro que, mais uma vez caberá aos contribuintes o fardo de terem de salvar mais um banco.

Este será um tema inevitável e que irá carecer de um debate alargado, apesar de todo o dinheiro público já colocado no Novo Banco, terá de ser posto na balança se a opção do Estado assumir a sua compra será a escolha mais barata para os contribuintes, para que estes se livrem deste enorme buraco.

Na falta de uma solução equilibrada então a falência da instituição deverá ser também ponderada. O Estado não precisa de outro banco, a concorrência entre dois grupos bancários, Caixa Geral de Depósitos e Novo Banco, não terá nenhuma vantagem.

Os contribuintes não podem ser os eternos pagadores de sempre, após o BPN e o Banif, o que deverá ser ponderado agora é a medida mais justa e equilibrada para os contribuintes.

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