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Pedro Passos Coelho aceitou o convite para apresentar o livro de José António Saraiva que, ao que parece, retrata a vida íntima de personalidades da política. Não se percebe o que é que pode existir de interessante neste género de “literatura”, que sirva para atrair leitores. Para além pretender retratar, qual “Big Brother” a vida privada de políticos, a qual não interfere em nada com a sua atividade profissional, servirá apenas para satisfazer uns quantos voyeures que se entretêm a preencher a sua pouca vida com a vida dos outros.

Até aqui nada de novo e, possivelmente o dito livro teria o mesmo fim que o seu autor, o profundo desinteresse pelo que refere, não fosse o nosso anterior primeiro-ministro ter demonstrado toda a prontidão em realizar a apresentação do livro a convite do seu autor “pessoa que ele muito preza”, provocando com isto toda uma serie de reações e com estas toda uma campanha de marketing que o livro não merece de todo.

Mais uma proeza de Pedro Passos Coelho que sem saber bem para o que vai aceita, pensando que será mais uma hipótese de visibilidade, que ele bem precisa, mas sem medir consequências. Três dias depois de reafirmar a sua intenção de assegurar essa apresentação, porque admirava o autor e não era homem de voltar com a palavra atrás, deu o dito por não dito, algo a que também já estamos habituados, pedindo ao autor que o desobrigasse do compromisso.

Mais uma vez lamentável a forma como impensadamente assume compromissos e depois os rejeita, neste caso duplamente lamentável, não só pela ação mas também porque neste caso a campanha gerada vem ajudar à promoção de algo que não vale esse reconhecimento.

 

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