O discurso populista de Trump usado durante a sua campanha, todo virado para o regresso ao sonho americano, terá convencido a maioria dos eleitores americanos. Donald Trump concentrou o voto no eleitorado branco sem grande instrução superior, mas não necessariamente com baixos rendimentos, onde os melindres sobre o futuro da América como grande nação, mais se centralizavam.

A existência de  muçulmanos, latinos, asiáticos, negros e todo o apoio dado a estes grupos foi derrubado por um discurso reaccionário, xenófobo, racista e arruaceiro.

Trump conseguiu convencer o povo americano, sem ser preciso recorrer a celebridades como Jay-Z ou Beyoncé, porque ele é de facto, a verdadeira estrela mediática. Trump foi escolhido para presidente devido em grande parte ao seu poder mediático, e só assim se justifica que após uma campanha completamente despolitizada, Trump não apresenta uma ideia real sobre nenhuma das medidas que tenciona implementar, ele tenha conseguido este resultado.

Trump é o show men no absoluto do termo e usou toda a sua popularidade e a sua fama para levar a luta eleitoral para o terreno do espetáculo.

Será difícil ver a América a seguir o caminho que o seu presidente eleito propõe, o fim do Obamacare, a venda e posse de armas livre sem restrições, um provável protecionismo económico, o futuro da NAFTA, a posição sobre as alterações climáticas e a Cimeira de Paris, o desinteresse pela NATO e as relações de política externa.

Algumas destas intenções não passarão disso mesmo, mas outras serão para concretizar, até porque Trump não pode agora desiludir o seu eleitorado.

The show must go on, vamos ver como se vai enquadrar o resto do mundo neste novo cenário.

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