Tem sido sempre o mote do discurso de Pedro Passos Coelho, desde que o atual Governo tomou posse, a certeza de que tudo iria correr pelo pior. A sua firme convicção de que nada, fossem quais fossem as medidas propostas poderia resultar, mais não é do que a continuidade do discurso, a que tanto nos acostumamos a ouvir, de austeridade sobre austeridade é que seria o caminho a seguir.

Passos Coelho ainda não conseguiu perceber que o seu discurso está gasto e que o excesso de fatalismo só serve para gerar desânimo.

As coisas não correram bem como Pedro Passos Coelho esperava, ouve alguma retoma económica, o que veio contrariar o discurso do anterior primeiro-ministro, já que Portugal mantém-se relativamente equilibrado e, enquanto for um país seguro para turismo, será também um bom local para investir.

As atuais sondagens são um reflexo desta retoma económica, mas também de um discurso mais otimista proferido pelo atual Governo, uma vez que mesmo antes destas sondagens o ex-primeiro-ministro já se encontrava com um elevado índice de impopularidade. O discurso do papão da esquerda não resultou nem cá dentro nem lá fora e o pessimismo generalizado com que sempre nos brinda Passos Coelho continua a não resultar. Ele já devia ter percebido que é benéfico conseguir reconhecer que há sempre espaço para criar situações que podem melhorar o país e que isso é algo bom, transmite uma mensagem de esperança e torná-lo-ia mais humano e menos ave agoirenta.

Ser sempre o mensageiro da desgraça não lhe vai trazer mais apoios, antes pelo contrário e, o PSD que já deve ter percebido isso estará a aguardar pelo resultado das eleições autárquicas para ver que rumo deverá seguir, certamente para poder isolar Pedro Passos Coelho dentro do próprio partido.

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