Na véspera das férias de milhares de portugueses, foi convenientemente, apresentado o programa da Coligação para a próxima legislatura que pouco ou nada anuncia.

Fica no ar a intenção do “desenvolvimento social” como uma das metas da próxima legislatura, algo que nada diz, algumas ideias são lançadas através de um novo pacote de estímulos contra o desemprego, não sabemos quais, possivelmente assente no prometedor crescimento económico.

O plafonamento, ou fixação de um teto para as contribuições das pensões, é outra das ideias arremessadas, na tentativa de exibir um falso reformismo. Esta ideia tem sido discutida há décadas, sem resultados práticos. O sistema de repartição continua a ser o mais verosímil, uma vez que, a ir para a frente, o sistema de plafonamento através da criação de um limite superior para efeitos de contribuições, apenas poderá visar as pensões mais elevadas.

O facto de não serem revelados números pelo programa da Coligação, leva-nos a depreender que é uma “falsa” medida proposta, servindo apenas para entreter.

São referidas necessárias reformas na saúde e educação, sem nada ser mencionado no concreto, no governo recordista nos cortes da educação e saúde, qualquer medida, não mencionada, que possa surgir só pode visar mais subsídios para o setor privado nessas áreas.

A intenção de fazer mais hospitais, aumentar pensões mínimas, ou contratar médicos de família, mais não são do que falsas promessas eleitoralistas.

Sobre a reforma do estado ou a Justiça, algo que se esperaria de um futuro governo, nada é referido no programa da Coligação.

Medidas avulsas que nada determinam, um discurso vazio que mostra, no essencial, um programa eleitoral onde não são apresentadas contas, metas irreais, a fantasia do top-10 no ranking do Fórum Económico Mundial e propostas perigosas, como as alterações para descapitalizar a segurança social através do plafonamento, é o proposto a um Portugal que já se cansou de esperar por algum talento deste governo.

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