O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quer “uma avaliação definitiva” sobre se o regime sírio usou armas químicas contra os rebeldes antes de tomar qualquer decisão, afirmou esta sexta-feira o porta-voz da Casa Branca.

“Estamos a trabalhar para chegar a factos credíveis e confirmados”, afirmou aos jornalistas Jay Carney.

“O presidente quer os factos”, insistiu, recusando-se a fixar um prazo para este processo. “São os factos que devem apoiar a investigação e não uma data”, avançou.

O porta-voz da Casa Branca repetiu, no entanto, a posição da administração norte-americana, indicando que todas as opções estarão em cima da mesa se for apurado que Damasco recorreu a armas químicas e ultrapassou a “linha vermelha” traçada por Obama.

Na quinta-feira, os Estados Unidos declararam, pela primeira vez, que a Síria teria usado armas químicas contra as forças rebeldes, mas sublinharam que as agências de informações ainda não tinham a certeza absoluta e estavam a investigar mais.

O presidente norte-americano advertiu várias vezes o regime sírio para as consequências do recurso a esse tipo de armas e no passado dia 20 de março afirmou, em Israel, que isso seria “um erro grave e trágico”.

As informações sobre o possível uso de armas químicas na Síria provocaram uma viva reação no Congresso norte-americano, onde muitos republicanos defendem, há algum tempo, que Obama deve adotar uma atitude mais firme em relação ao regime de Bashar al-Assad, após dois anos de sangrento conflito, que segundo números da ONU já provocou mais de 70.000 mortos.

“O presidente dos Estados Unidos disse que se Bashar al-Assad utilizasse armas químicas isso mudaria tudo, seria ultrapassada a linha vermelha”, declarou o senador republicano John McCain. “Penso que é evidente que essa linha foi ultrapassada”.

NOTICIA LUSA 
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