“Uma catástrofe alimentar poderá ocorrer ainda este ano”, avisou em Genebra a porta-voz do Programa Alimentar Mundial.

A ONU afirmou que se aproxima uma catástrofe humanitária no Sudão do Sul, onde os fatores de risco se acumulam, com 1,2 milhões de deslocados internamente pela violência étnica que eclodiu no país.

“Uma catástrofe alimentar poderá ocorrer ainda este ano”, avisou em Genebra a porta-voz do Programa Alimentar Mundial (PAM), um dos principais braços humanitários das Nações Unidas, Elisabeth Byrs. “O conflito atual, os deslocamentos massivos de população, a interrupção do comércio e das atividades agrícolas, a escassez de alimentos, as migrações de gado fora da temporada e a destruição dos centros de saúde estão a se acumular”, explicou.

Byrs disse que o seu organismo está numa “corrida contra o tempo para fazer ‘stock’ de alimentos no Sudão do Sul antes do início das chuvas”.

A espiral de violência no Sudão do Sul levou cerca de 80 mil pessoas a buscar refúgio em bases da ONU, que carecem de infraestruturas para acolhe-los e as condições de vida são cada dia mais insuportáveis. A ajuda prevista pela ONU está dirigida em parte para os refugiados nestas bases. Por outro lado, o Escritório da Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos anunciou a viagem da comissária Navi Pillay para o Sudão do Sul para fazer uma análise no terreno das atrocidades que se então a cometer no país. A sua chegada, inicialmente prevista para domingo, foi transferida para segunda-feira.

O conflito no Sudão do Sul, independente desde 2011, eclodiu em dezembro e logo adquiriu um tom étnico devido ao facto do presidente, Salva Kir, pertencer à tribo Dinka, enquanto o ex-vice-presidente e líder rebelde, Riak Machar, ser da tribo Nuer.

Agência Lusa
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