De forma inédita, os vários partidos políticos entenderam-se para dar origem a uma lei que lhes proporcione mais dinheiro, através da isenção total de IVA e acesso sem restrições ao financiamento privado, o financiamento dos partidos seria assim mais favorável, uma vez que já beneficiavam da isenção de IMT, de IMI, de imposto de selo, de imposto sobre doações e sucessões, de imposto automóvel e até taxas de justiça e de custas judiciais.

Agora de forma muito mais proveitosa, todo este dinheiro, que é necessário para o funcionamento dos partidos e consequentemente da democracia, é isento de todo e qualquer imposto e beneficia na mesma de donativos dos privados, o que não estaria porventura errado se tudo não tivesse sido orquestrado às escondidas, sem qualquer registo, pronto para ser aprovado. Os cidadãos, os principais financiadores desta lei, são como bem se vê perfeitamente dispensáveis em todo este processo mal amanhado.

A falta de consideração e o especial consenso que todos demonstraram desta vez existiu num objetivo comum, ocultar de todos que estão a agir em benefício próprio e quando assim é entendem-se lindamente.

Fez bem o Presidente em ter vetado esta lei, deu uma lição de como não se pode agir em democracia, às escondidas do povo!

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