foto: Rita Rocha / Facebook //

Os pais dos alunos do Liceu Pedro Nunes, em Lisboa, estão indignados com o Ministério da Educação por causa de um livro de Valter Hugo Mãe que inclui linguagem de carácter sexual explícito e que faz parte do Plano Nacional de Leitura.

 Depois da controvérsia com um texto de Pedro Chagas Freitas, o escritor que diz que “as crianças de hoje não prestam para nada”, é a segunda polémica em poucos meses a envolver o conteúdo dos manuais escolares.

O caso é reportado pelo jornal Expresso, que salienta que os pais destes estudantes do Liceu Pedro Nunes, que frequentam o 8.º ano e que andam na faixa dos 13, 14 anos, se queixam do conteúdo “inapropriado” do livro recomendado para o terceiro ciclo pelo Ministério da Educação, no âmbito do Plano Nacional de Leitura.

Em causa está a obra “O nosso reino” de Valter Hugo Mãe, um livro que recebeu críticas muito favoráveis e que foi escolhido pelos professores de português da Escola de Lisboa para as aulas do 8.º ano.

O Expresso transcreve mesmo, a título de exemplo do que causou indignação aos pais, uma das frases do livro: “E a tua tia sabes de que tem cara, de puta, sabes o que é, uma mulher tão porca que fode com todos os homens e mesmo que tenha racha para foder deixa que lhe ponha a pila no cu.

Valter Hugo Mãe diz que não matou o Pai Natal

Contactado pelo semanário, Valter Hugo Mãe diz que já nem se lembra de o livro “ser assim tão escabroso e tão explícito”. “Não sei se a leitura deste livro lhes revela um novo mundo. Não me ocorre ter usado uma perversão tão grande que represente a morte do Pai Natal”, considera ainda o escritor.

De acordo com a sinopse no site da Porto Editora, a obra é uma “delicadíssima história de uma criança em torno da ansiedade por uma resposta de Deus”.

A Editora também resume que “O nosso reino” é o “retrato de um Portugal recôndito ao tempo da Revolução dos Cravos que nos conta como em lugares pequenos as ideias maiores são relativamente intemporais e o que acontece ignora largamente o tempo exacto do mundo”.

ZAP //

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