Os marchantes do Lisboa Clube Rio de Janeiro, vestidos a rigor, foram os primeiros a afinar a voz, mas logo a população acompanhou em alto e bom som os parabéns ao “menino Bairro Alto”.

À agência Lusa, a presidente da Junta de Freguesia da Misericórdia, Carla Madeira, saudou a união de esforços de comerciantes e moradores para oferecer o bolo de 85 metros aos lisboetas e turistas.

Para Carla Madeira, os “500 anos do Bairro Alto permitiram divulgar o bairro para o resto da cidade de Lisboa e até para o resto do país”, pelo que as comemorações pelo meio milénio devem continuar até à celebração dos 501 anos.

“As comemorações deviam continuar, para divulgar o que de bom é feito no bairro e não só os seus problemas”, afirmou a autarca, defendendo que eventos como o de hoje mostram a “maior riqueza – as vivências -” do Bairro Alto.

Depois dos discursos de várias entidades ligadas ao bairro e de um representante da Câmara Municipal de Lisboa, ainda se ouviu vivas ao Bairro Alto.

Com a população a servir-se de fatias do bolo, era o fado o som que mais se ouvia na Travessa da Queimada, onde foram pendurados balões dourados com o número 500.

Manuel Correia, um comerciante da zona, acompanhava a gravação musical e garantia cantar o fado, afirmando que iria continuar sempre por ali.

“Em tempos este bairro não prestava para nada, é verdade. Mas agora tem tudo de bom: turismo, comércio e indústria”, enumerou.

As comemorações do 500.º aniversário do bairro – que começou por ser Vila Nova de Andrade – começaram em abril pelas associações de moradores e de alfarrabistas e livreiros, pelo Lisboa Clube Rio de Janeiro, pela Irmandade de São Roque e pelo Museu de Farmácia.

Com o apoio de mais 20 entidades (entre eles a Associação de Comerciantes do Bairro Alto, a Câmara de Lisboa e a Santa Casa da Misericórdia) e a criação de uma ‘comissão de comemorações’, o 500.º aniversário tem vindo a ser celebrado com mercados, passeios, tertúlias, cinema, teatro e música.

Uma lotaria da Santa Casa dedicada ao aniversário e uma corrida de atletismo pelo bairro foram outras iniciativas.

Até ao apagar das velas houve festa: visitas guiadas, ciclos de cinema, lançamentos de livros e DVD e concertos.

O objetivo destas comemorações foi, segundo Luís Paisana, da Associação dos Moradores do Bairro Alto, “mostrar a perspetiva de um bairro com património e cultura, rodeado de História e monumentos”.

Lusa Foto:MÁRIO CRUZ/LUSA

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