O secretário-geral do PCP acusou Passos Coelho e Portas de se “transformarem em dois farsantes” que no essencial querem o mesmo e alertou que o PS também não é alternativa, porque quer “continuar com a mesma politica de direita”.

Em Braga, na noite de sexta-feira, a discursar num comício do PCP, Jerónimo de Sousa acusou também Cavaco Silva de estar a prestar “apoio ativo e cúmplice” ao “verdadeiro estado de exceção” que o Governo está a pôr em prática com os “brutais” ataques aos trabalhadores.

O líder comunista afirmou ainda que a coligação que sustenta o Governo “começa a abrir fendas” e que alguns já procuram a forma de “sair limpinhos, limpinhos, limpinhos” e que a alternativa passa por reforçar o papel do PCP.

“O Governo está a impor, na prática, um verdadeiro estado de exceção, que há muito pôs em prática e com o apoio ativo e cúmplice do Presidente da República, que faz vista grossa à ação de um governo ilegítimo que leva a efeito brutais ataques aos direitos dos trabalhadores”, apontou.

Jerónimo de Sousa acusou Passos Coelho e Paulo Portas de serem “dois artistas que acabam por se transformar em dois farsantes”, mas, disse, ” no essencial querem o mesmo, embora um assuma o papel de polícia bom e outro de polícia mau”.

Segundo o líder do PCP “o único objetivo que move este Governo é o objetivo da austeridade, de sacar mais de 4 mil milhões de euros, seja como for e à custa dos mesmos e os do costume”.

No entanto, disse, “hoje existem contradições profundas no seio da maioria que suporta o Governo, começam a abrir-se fendas”, que “resultam da luta” dos trabalhadores”.

“Começam alguns já a olhar para a porta de saída, a ver como é que podem sair limpinhos, limpinhos, limpinhos”, afirmou Jerónimo de Sousa, para quem o atual Governo está “mais isolado, mais enfraquecido por causa da luta permanente que o povo tem travado”.

Mas, alertou, “o PS não é alternativa” porque está a pensar ganhar as eleições para “no essencial continuar com a mesma política de direita”, sendo essa a “grande razão” de divergência do PCP.

“Essa falta de entendimento tem razões objetivas. Nós consideramos que é fundamental a rutura com esta política de direita que nos tem governado há 36 anos. A resposta do PS é que está disposto a fazer uns retoques nessa política”, explicou.

Por isso, o líder comunista apelou ao voto do PCP daqueles que antes votaram no PS.

“Deem agora força ao PCP porque esse reforço é uma condição fundamental, até para obrigar o PS a mudar de rumo e a romper com apolítica de direita”, referiu.

LUSA
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