O cancro da mama mata aproximadamente meio milhão de pessoas por ano  em todo o mundo. Angelina Jolie, atriz casada com o também ator Brad Pitt, tem, agora, menos de 5% de probabilidade de fazer parte desses números. A atriz submeteu-se a uma dupla mastectomia, trocando por miúdos, retirou ambos os peitos por forma a evitar que os seus filhos passassem pela mesma situação que a própria passou, ver a progenitora morrer cedo demais, vítima desta receosa doença.

Para uma mulher este tipo de intervenção é sempre delicada, há um turbilhão de emoções que nos podem levar a tomar decisões erradas. Erradas para uns, corretas para outros. Depende de caso para caso, da sensibilidade de cada um e, principalmente, da coragem que nos alimenta.

mastectomia

Como MULHER e como FILHA, e colocando-me na posição de Jolie, acredito que ficaria destroçada, e que me sentiria completamente derrotada, caso descobrisse que a probabilidade de herdar a doença que afastou fisicamente a minha mãe era de87%. No entanto, e apesar da medicina estar tão desenvolvida nos dias que correm, não havendo ainda uma cura definitiva para o cancro, a atriz encontrou uma solução, reduzir o enorme risco que a poderia colocar longe do seu marido e, claro, dos seus seis filhos.

A mastectomia de Jolie só se tornou pública três meses após ter iniciado a intervenção, mas traduziu-se imediatamente no maior exemplo dos últimos anos. Foi a própria que tomou esta decisão, com certeza com o apoio da família, mas o facto de ser uma atriz de Hollywood, que além de beleza, transpira sensualidade e elegância, alterou a mentalidade das mulheres, encorajando-as a lutar pela vida de uma forma alternativa e que se considerava impensável.

Neste caso olhar para um espelho não deve ser aterrorizador, mas sim inspirador.

PR

Opinião Global**Por Patrícia Rogado**28/05/2013
patricia.rogado@ipressglobal.com |

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