A exposição a pesticidas comuns está a tornar as abelhas, em especial as obreiras, mais pequenas, revela um estudo britânico. Os cientistas receiam que abelhas mais pequenas sejam menos eficientes na produção de mel e a desempenhar a tarefa essencial de polinizar as flores.

Os investigadores da Faculdade de Ciências Biológicas de Royal Holloway, da Universidade de Londres, realizaram testes em laboratório que indicam que pesticidas piretróides atrofiam o crescimento das larvas das abelhas obreiras, causando a redução do tamanho as abelhas que eclodem.

“Sabemos que as abelhas obreiras maiores são mais eficientes na produção de mel. O nosso estudo, que revela que este tipo de pesticida provoca um atrofiamento do tamanho da abelha, é motivo de preocupação uma vez que o tamanho das obreiras é provavelmente uma componente essencial para o sucesso da colónia e abelhas mais que pequenas são menos eficientes a recolher o néctar e o pólen das flores”, explica Gemma Baron, uma das investigadoras que participou no estudo, citada pelo Guardian.

Os pesticidas e insecticidas piretróides são frequentemente utilizados no cultivo de flores para prevenir os danos causados pelos insectos. De acordo Mark Brown, investigador que liderou o estudo, as “abelhas obreiras são essenciais na cadeia alimentar humana, daí que seja importante perceber como as abelhas selvagens são afectadas pelos agentes químicos que são aplicados no meio ambiente”. “Sabemos que temos de proteger as plantas dos danos infligidos pelos insectos mas temos de saber encontrar um ponto de equilíbrio e assegurar-nos de que não estamos a prejudicar as abelhas durante esse processo”, explica.

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