A Plastic Bank foi criada em 2013 e tem como principais objetivos combater a pobreza e a poluição de plástico nos oceanos. Nas lojas da empresa, as pessoas mais necessitadas podem trocar plástico por dinheiro.

Só este ano, calcula-se que a humanidade produza cerca de 350 mil milhões de quilos de plástico, dos quais 8 a 12 mil milhões provavelmente acabarão no fundo do oceano. Um dos objetivos da Plastic Bank é impedir que isto aconteça.

A Plastic Bank possui uma cadeia de lojas para algumas das pessoas mais pobres do planeta. Nessas lojas, os clientes podem comprar qualquer coisa usando plásticocomo forma de pagamento.

Num discurso feito na IBM Think, em Sydney, um dos co-fundadores da empresa, David Katz, explicou a missão da Plastic Bank e como é possível combater a poluição nos oceanos juntamente com a pobreza no mundo. Para tal, Katz monetiza o plástico, ajudando não só a limitar o excesso, mas também a melhorar a vida das pessoas.

O processo é simples: as pessoas levam o plástico, que é pesado e convertido num valor monetário. O dinheiro é posteriormente depositado numa conta online – uma aplicação bancária protegida pela tecnologia blockchain. Como o dinheiro está depositado digitalmente, as pessoas não correm o risco de serem roubadas.

“Apoio a proibição das palhinhas, mas temos de perceber que maior parte do plástico vem de áreas como Porto Príncipe, no Haitium dos países mais pobres do mundo“, realçou o CEO, citado pela ZDNet.

Katz destacou que é complicado apelar a estas pessoas para reciclarem, sendo que grande parte delas vive com apenas dois dólares por dia. “Se você não tem porta, nem chão, os seus filhos estão a morrer e não sabe quando é que vai ser a sua próxima refeição”, torna-se difícil pedir às pessoas para reciclarem, explicou o canadiano.

ZAP //

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