A polícia americana disparou contra um cidadão negro não armado que estava deitado no chão e com as mãos no ar. O homem trabalha como terapeuta e estava a tentar acalmar um paciente com autismo.

Charles Kinsey, terapeuta norte-americano, estava a tentar acalmar um paciente com autismo, que tinha fugido do centro de tratamento, quando foi abordado pela polícia.

Mesmo deitado no chão, com os braços no ar e a tentar explicar o que se passava, o cidadão negro foi atingido por um dos tiros dos polícias.

O episódio aconteceu depois das autoridades terem sido chamadas ao local porque tinha sido reportado que o jovem estava com uma arma.

Charles obedeceu a todas as regras impostas pelos agentes e explicou que o que seria uma arma era, de facto, um carrinho de brincar.

Nessa altura, o próprio terapeuta perguntou ao polícia porque é que tinha sido alvejado, ao que o agente terá respondido “não sei”.

Segundo a imprensa americana, o polícia que disparou terá sido suspenso e foi aberta uma investigação para apurar mais detalhes sobre o caso.

A tensão entre as autoridades e a comunidade negra nos EUA tem vindo a ganhar força nos últimos tempos, sobretudo depois de dois casos em que os dois homens foram abatidos sem justificação.

Arlon Sterling, de 37 anos, estava a vender CDs junto a uma loja de conveniência quando foi abordado e abatido a tiro por dois polícias.

Na mesma semana, Philando Castile, de 32 anos, foi morto dentro do seu próprio carro, depois de um polícia o ter alvejado enquanto este procurava os documentos no bolso.

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