O que se passou na Academia do Sporting, foi fruto de uma espiral de circunstâncias que têm vindo a assolar o Clube. Esta recente situação tem necessariamente que servir como aprendizagem para mudar a relação, também da justiça, com o futebol. A escalada de violência, também verbal, a que se tem assistido e que terminou agora com estas agressões a técnicos e jogadores, para além da visível destruição, é algo que não pode ser ignorado. Não é possível considerar que a violência pode ser de alguma forma resposta a uma qualquer contrariedade, esta situação tem que nos pôr obrigatoriamente a pensar.

O poder político terá que começar a sancionar severamente todos os comportamentos abusivos ligados ao desporto no geral e ao futebol em particular, por ser este o mais representativo das massas. Há repetidos comportamentos que são socialmente inaceitáveis e para esses as medidas terão de ser exemplares, isto quer se refira aos adeptos que usam violência ou dirigentes que façam declarações de incitamento à mesma, ou ainda aos vergonhosos programas de debate televisivo que inundam as nossas televisões todos os dias.

Multas pesadas, interdições de estádios e uma política de regulação efetiva terá de ser obrigatoriamente seguida por todos. Um clube não é apenas um clube, é uma instituição e serve de exemplo para muitos e por isso tem o dever de ser o primeiro a dar esse exemplo.

Tudo o que tem acontecido tem de ser alvo de muita reflexão e terá de ter uma punição que sirva de exemplo a que não se repita, mostrar que a justa punição também pode ser amor à camisola.

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