FOTO: ZAP // José Coelho / Lusa //

O Benfica sofreu a sua terceira derrota na Liga NOS e caiu para o terceiro lugar, ultrapassado pelo Sp. Braga, podendo regressar ao quarto posto caso o Sporting vença esta quinta-feira.

As “águias” caíram na visita ao Portimonense por 2-0, mercê de dois autogolos, e pode ficar a sete pontos do líder, caso o Porto vença o seu jogo.

Após uma primeira parte sem grande qualidade, os “encarnados” aumentaram a pressão no segundo tempo, mas demonstraram uma grande ineficácia de remate.

A expulsão de Jonas, aos 72 minutos, acabou por sentenciar a já fraca reacção benfiquista na segunda parte.

O Jogo explicado em Números

  • O jogo começou com o Benfica a procurar o domínio dos acontecimentos, conseguindo-o a espaços, mas sem fio de jogo ou lances de verdadeiro perigo. O Portimonense acabou por marcar aos 12 minutos, num lance infeliz de Rúben Dias, a fazer autogoloapós cruzamento de Manafá da esquerda. Algarvios em vantagem sem que nenhuma das equipas registasse qualquer remate.
  • Os 20 minutos chegaram com o Benfica a registar 59% de posse de bola, dois remates, apenas um enquadrado, e com razoáveis 83% de eficácia de passe. Contudo, à excepção de uma defesa apertada de Ricardo Ferreira a remate de Jonas na grande área, os lances de perigo eram raros.
  • E à meia-hora pouco tinha mudado, com excepção para a pressão mais intensa por parte do Benfica, que poderia ter marcado através de um cabeceamento de Jardel, aos 27 minutos, que o guardião algarvio segurou. Ricardo estava a ser a figura do Portimonense, enquanto do lado do Benfica era Zivkovic (uma ocasião flagrante criada) e Fejsa (quatro desarmes) a mostrarem mais competência.
  • Mas atrás as coisas estavam difíceis, em especial para os dois centrais. Aos 38 minutos, Jackson Martínez isolou-se, fez um chapéu a Vlachodimos e Jardel acabou por cabecear para a própria baliza, quando tentava evitar o golo do colombiano.
  • Resultado surpreendente ao intervalo, com o Portimonense na frente por 2-0 ante o Benfica. Num jogo estranho em que os “encarnados” dominaram em termos de posse de bola e acções ofensivas, os algarvios marcaram através de dois autogolos, um de Rúben Dias, outro de Jardel.
  • Os dois defensas-centrais das “águias” viveram momentos infelizes, com colegas da frente sem conseguirem remar contra a maré.
  • O melhor em campo nesta fase era, ainda assim, um dos visitantes. Zivkovic chegou ao descanso com um GoalPoint Rating de 6.0, fruto de uma ocasião flagrante de golo criada em dois passes para finalização. E pouco mais.
  • Rui Vitória fez duas alterações ao intervalo, lançando Haris Seferovic e Eduardo Salvio, para os lugares de Franco Cervi e Gedson Fernandes. A equipa visitante melhorou devido ao número maior de jogadores que colocava na grande área, mas o último passe ou o remate não saíam.
  • Ao invés, o Portimonense passou a ter mais espaço para explorar, registando, aos 60 minutos, três remates, dois deles enquadrados, deste o reinício, com o Benfica a quedar-se pelos dois disparos (sem a melhor direcção) e por 65% de posse de bola.
  • Por volta dos 70 minutos o Benfica não registava ainda qualquer remate enquadrado no segundo tempo, nas suas quatro tentativas, enquanto Odysseias já somava duas intervenções decisivas a evitar o terceiro dos homens da casa. Nesta fase a qualidade de passe das duas formações já havia caído, com o Portimonense a não passar dos 66% e o Benfica dos 75%.
  • Aos 72 minutos, tudo mais difícil para o Benfica, pois Jonas viu o vermelho directo. Em desvantagem por dois golos e reduzidos a dez elementos, os “encarnados” tinham agora uma montanha por escalar.
  • A expulsão como que “matou” a reacção que o Benfica estava a construir, deixando de pressionar com tanta intensidade. O Portimonense passou a ter um maior controle do jogo e a manter as “águias” longe da sua baliza e garantiu a sua primeira vitória frente aos lisboetas no campeonato.

O Homem do Jogo

O Portimonense ganhou, mas teve de lidar com a pressão benfiquista, em especial na segunda parte. Por esse motivo, os seus jogadores foram chamados a muito trabalho e um dos seus defesas, Jadson, acabou mesmo por ser o melhor em campo. O brasileiro terminou a partida com um GoalPoint Rating de 7.1, em grande medida devido às sete intercepções e seis alívios, num total de 16 acções defensivas. Num jogo em que o pragmatismo era essencial, Jadson incorporou essa ideia como poucos.

Jogadores em foco

  • Andrija Zivkovic 7.0 – O sérvio foi o melhor jogador de campo do Benfica, sendo dos mais esclarecidos desde o início da partida. No final, o criativo apresentou uma ocasião flagrante criada em cinco passes para finalização, teve eficácia em três de oito cruzamentos e completou as quatro tentativas de drible. Somou, contudo, 30 perdas de posse, quase o dobro de qualquer outro jogador de campo.
  • Ljubomir Fejsa 6.6 – Foi um esteio, mas sozinho pouco pôde fazer. No final o sérvio registou 88% de eficácia de passe, 105 acções com bola (máximo do jogo), 13 recuperações de posse e 13 acções defensivas, das quais cinco desarmes e outras tantas intercepções.
  • Odysseas Vlachodimos 6.3 – O domínio foi benfiquista, mas as “águias” bem podem agradecer ao grego por não saírem goleadas do Algarve. O guardião somou nada menos que cinco defesas, quatro a remates dentro da sua área e duas evitando golos quase certos.
  • Paulinho 6.3 – O brasileiro foi um problema constante para os lisboetas. Nas costas de Jackson Martínez, Paulinho criou uma ocasião flagrante de golo em quatro passes para finalização, recuperou 12 vezes a posse de bola e completou duas de três tentativas de drible.
  • Ricardo Ferreira 6.2 – O nível de dificuldade das três defesas do guardião do Portimonense não foi elevado, mas o jogador foi sempre uma presença segura para a sua defesa, somando duas saídas pelo solo eficazes e uma pelo ar.

ZAP //  GoalPoint

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