Convocados para mais uma manifestação a população portuguesa demonstrou a sua insatisfação com a atual situação do país. No Porto, independentemente da idade, do sector profissional ou da condição social, muitos foram os que se uniram a esta iniciativa.

O dia de protesto foi convocado pela CGTP com o objetivo de “prosseguir e intensificar a luta reivindicativa pelo aumento dos salários, pelo emprego e combate à precariedade, pelas 35 horas de trabalho e contra a desregulamentação dos horários“. Por todo o país, um elevado número de pessoas juntaram-se nas diversas cidades em sinal do descontentamento em que vivem.

A cidade do Porto respondeu sim à chamada, e pelas ruas marcharam contra a política de austeridade centenas de pessoas, que demonstraram a sua insatisfação repetindo frases de revolta: “ Está na hora, está na hora, do governo ir embora”.

Para Belmiro Magalhães, membro do Comité Central do PCP, esta é claramente uma postura contra as atuais ações políticas, afirmou que as pessoas deixaram uma mensagem de cansaço contra a situação que vivem, dizendo com esta participação “basta de destruição de servições públicos, basta de precaridade, basta de desemprego, enfim dizendo que é preciso romper com estas políticas”.

Também as mulheres trabalhadoras se associaram a esta manifestação relembrando o direito a igualdade salarial, ao emprego seguro, às 35horas de trabalho semanal sem redução de salário, numa semana em que a CGTP desenvolveu diversas iniciativas sob o lema “Efectivar a Igualdade – Com Emprego de Qualidade“.

Apesar de estas manifestações não resultarem, na prática, em alterações efetivas das políticas governamentais a população parece não desistir de fazer ouvir a sua voz, unindo-se em torno de dificuldades comuns. Mas até quando?

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