foto : reflexer / Flickr

Portugal deverá de deixar as “listas negras” do turismo e ser considerado um destino seguro nos próximos dias, tendo em conta que os novos casos por infeção de covid-19 têm diminuído nos últimos dias.

O número de contágios por cem mil habitantes desceu esta esta sexta-feira para 25,9, de acordo com as contas do jornal Público que avança com a notícia este sábado e teve por base os dados do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC, sigla em inglês).

O mesmo diário nota que o número de testes de diagnóstico levados a cabo em Portugal mantém-se constante desde julho, sendo que a descida da incidência coincide com uma diminuição da percentagem de testes que têm resultado positivo.

Portugal parece estar em contraciclo com outros países europeus, que tem registado novos surtos que, consequentemente, aumentam as taxas de incidência.

Entre junho e julho, o nosso país registava 45 casos por 100 mil habitantes, ficando só atrás da Suécia na estatística e foram estes mesmo números que levaram alguns países, como é o caso do Reino Unido, a categorizar Portugal na lista negra do turismo.

Na prática, esta lista impõe determinadas restrições aos cidadãos que pretendam viajar para um país não recomendado: isto é, um britânico que decida vir a Portugal apesar das listas do Governo, pode ser obrigado a fazer quarentena no regresso ao seu país.

Agora, os novos casos dão sinais de estar a baixar e, se a tendência se mantiver, Portugal deve ser retirado desta lista, escreve ainda o mesmo matutino.

Segundo os números desta sexta-feira do ECDC citados pelo Público, Portugal (com 25,9) é agora o nono país europeu com maior taxa de incidência por cem mil habitantes, atrás de Luxemburgo (182,6), Roménia (85,6), Espanha (79,8), Bélgica (52,9), Bulgária (40,9), Malta (33,6), Suécia (31,3), República Checa (27,6) e Países Baixos (26,5).

O turismo, recorde-se, é um dos setores mais afetados pela pandemia de covid-19.

De acordo com um estudo da consultora EY, citado pelo jornal Eco, Portugal está entre os países mais afetados pelas quebras no turismo. A Jamaica lidera, apontando as previsões para uma quebra do turismo capaz de roubar 11 pontos percentuais à economia este ano.

Portugal surge um pouco abaixo, com uma perda de 11,7 mil milhões de euros no Produto Interno Bruto (PIB) nacional, ou seja, se as previsões se confirmarem só a quebra do turismo vai custar 6% do PIB este ano.

Depois da Jamaica (quebra 11%), segue-se a Tailândia (9%) e a Croácia (8%), ainda antes de Portugal (6%), que surge em quarto neste estudo.

ZAP //

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