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Uma multidão em fúria perseguiu na noite deste sábado o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante a inauguração da renovação de um novo complexo de habitações sociais na turística ilha Margarita.

O presidente venezuelano Nicolas Maduro terá sido vaiado, insultado e perseguido por populares numa “caçarolada” na ilha de Margarita, na Venezuela.

Num vídeo divulgado nas redes sociais pelo jornalista Braulio Jatar vê-se o presidente a fugir de uma multidão de populares enfurecidos.

Diversos vídeos publicados nas redes sociais mostram os populares a gritar, bater em panelas e a cercar o presidente, que foge a correr.

Segundo o The New York Times, Maduro tentou falar com a multidão, mas sem resultado. Os populares em fúria gritaram-lhe obscenidades e começaram a persegui-lo.

Na sequência do incidente, a polícia venezuelana foi obrigada a intervir, e cerca de 30 pessoas foram detidas.

“As pessoas odeiam-no e ontem à noite deixaram-no muito claro com o protesto das panelas”, afirmou o líder da oposição, Henrique Capriles, que publicou diversos vídeos do incidente no seu Twitter.

O governo garante que as imagens divulgadas foram manipuladas pela oposição de direita.

O ministro da Informação venezuelano, Luis Marcano, publicou no seu Twitter  um vídeo que mostra Maduro a soprar beijos e a ser aplaudido em Margarita.

Mas a oposição fez questão de salientar que o vídeo de Marcano, sem som, mostra apenas Maduro a atirar beijos a uma multidão que bate em panelas.

A popularidade de Nicolás Maduro tem estado em queda, na sequência da crise económica que assola o país nos últimos anos.

A Venezuela sofre uma inflação galopante – a maior da América Latina – acompanhada de uma enorme crise produtiva, problemas de distribuição de produtos de primeira necessidade, de um mercado atingido por medidas de restrição e regulamentação excessiva.

Face à escassez de bens essenciais, comida e medicamentos, milhares de venezuelanos cruzam a fronteira com a Colômbia para se abastecer.

O país atravessa também uma séria crise de abastecimento de energia.

O presidente Maduro implementou recentemente um plano de emergência de racionamento de energia eléctrica, que passa pelo corte do fornecimento doméstico durante quatro horas por dia.

No âmbito dos cortes previstos pelo plano, os funcionários públicos não trabalham às sextas-feiras durante dois meses, para reduzir o consumo de eletricidade e água no país – alegadamente afetado por uma seca provocada pelo fenómeno meteorológico El Niño.

Em março, a Venezuela parou 9 dias para poupar água e energia.

ZAP

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