O pedido foi apresentado por três procuradores ainda no sábado, no mesmo dia em que um operário que trabalhava nas obras do estádio morreu após cair de uma altura de 35 metros.

Foi a segunda morte de um operário nas obras do Arena Amazónia, em circunstâncias idênticas, no espaço de nove meses.

Segundo o texto do MPT, o pedido à Justiça do Estado do Amazonas (do qual Manaus é a capital) invoca o “incumprimento das normas de segurança” na obra e o “quadro de reincidência confirmado pelas mortes recentes dos trabalhadores, vítimas de acidente de trabalho nas mesmas condições”.

Por isso mesmo, os procuradores pedem a suspensão imediata das obras e propõem um multa diária de 100.000 reais (cerca de 30.970 euros) à construtora (a Andrade Gutierrez) caso esta não pare os trabalhos.

Para o MPT, as obras apenas devem ser retomadas quando a construtora cumpra as normas de segurança exigidas pelo Ministério do Trabalho e do Emprego brasileiro e quando se conheça a perícia técnica, que se realizará na segunda-feira, sobre o acidente mortal de sábado.

O estádio Arena da Amazónia é o palco do segundo jogo de Portugal no Grupo G, frente aos Estados Unidos, a 22 de junho.

Para o Arena Amazónia estão também marcados os jogos Camarões-Croácia (18 de junho, Grupo A), Inglaterra-Itália (dia 15, Grupo D) e Honduras-Suíça (25 de junho, Grupo E).

A FIFA tinha estipulado o fim do mês de dezembro como limite para a conclusão dos vários estádios inacabados, mas já disse que mantém “a confiança” de que os recintos estarão prontos “a tempo” do Mundial.

Lusa

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