O Sindicato dos Professores e Educadores de São Tomé e Príncipe (Sinprestp) anunciou hoje ter convocado para quinta-feira o início de uma paralisação por tempo indeterminado.

Depois de um pré-aviso de greve remetido ao governo na semana passada, as duas partes retomaram hoje as negociações, mas sem acordo.

Entre as reivindicações, os professores exigem a aprovação do estatuto de carreira docente e aumento salarial ainda este ano.

“Eles querem um aumento salarial de 25 por cento. Não é possível preceder a este aumento, porque o orçamento para este ano já foi aprovado. Estamos praticamente no final do ano e esta reivindicação não estava contemplada no OE de 2013”, disse à Lusa Alexandre Costa, diretor financeiro do ministério da educação, cultura e formação.

De acordo com Alexandre Costa, no encontro de hoje o governo propôs aos sindicalistas aumentar o subsidio de docência em mais 10%, passando de 35 para 45 por cento, e espera uma “proposta ou contraproposta que seja realizável”.

Mas o Sinprestp anunciou o início na quinta-feira de uma paralisação por tempo indeterminado.

“Gostaríamos de anunciar à classe docente, aos pais e encarregados de educação que a partir de amanhã (quinta-feira) estaremos em greve por um tempo indeterminado. Mas iremos continuar as negociações aguardando que o mais breve possível possamos encontrar uma saída para a situação”, disse Gastão Ferreira, líder do sindicato.

Para Gastão ferreira, “não é de bom-tom implementarmos o estatuto de carreira docente sem que este mesmo estatuto faça referencia a uma melhoria. É uma melhoria que achamos de extrema importância para nós porque é uma forma de incentivar os professores a prestarem com dedicação e zelo o seu trabalho”.

Lusa

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