Na passada sexta-feira, auxiliares de saúde e administrativos de hospitais e centros saúde iniciaram uma greve de 24 horas, manifestando o seu desagrado pela violação dos direitos laborais e a diminuição das condições de trabalho a que estão sujeitos.

A esta greve aderiram não só auxiliares de saúde e administrativos como técnicos de diagnóstico, terapêutica e de processamento de análises clínicas. A insatisfação de todos estes profissionais foi bem evidente com uma adesão à greve que se situou entre os 80% e os 90%. No cerne desta paralisação está a exigência do cumprimento da lei na regulamentação do horário e a necessidade de aumento do número de contratações.

A exaustão toma já conta de muitos dos profissionais de saúde que se veem obrigados a trabalhar uma média de 50 horas semanais, sem direito ao pagamento das horas extras.

Nos hospitais do Porto e em Faro, a adesão à greve chegou aos 70%. Em Coimbra e em Gaia, a adesão foi ainda superior rondando os 90%. Na cidade de Faro a greve atingiu os 70%, verificando-se também o encerramento do centro de saúde.

Esta situação verificou-se um pouco por todo o país e provocou a indignação de muitos utentes, que se viram privados das suas consultas externas e análises por falta de funcionários e sem qualquer informação complementar.

Nas urgências, a realidade foi outra, uma vez que em todo o país o sistema de serviços mínimos funcionou.

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