foto: (dr) Anas Modamani //

Um refugiado sírio, que em 2015 tirou uma fotografia com a chanceler alemã, foi esta segunda-feira a tribunal para obrigar a rede social a identificar e a apagar mensagens que o relacionem erradamente com crimes perpetrados por migrantes.

 Anas Modamani, de 19 anos, acusa o Facebook de não ter retirado imagens manipuladas que o associam, por exemplo, aos atentados islamitas de Bruxelas e de Berlim, no ano passado.

Em causa estão dois tipos de posts: um em que Modamani é identificado como um dos vários migrantes que tentaram queimar um sem-abrigo numa estação do metropolitano de Berlim, em dezembro.  No segundo, Modamani e Angela Merkel aparecem numa fotomontagem com o camião usado para atacar um mercado de Natal na cidade.

Os posts originais já foram entretanto apagados.

O caso do jovem de 19 anos vai ser analisado pelo tribunal federal na cidade de Wuerzburg, no estado da Baviera, onde está baseado o seu advogado, Chan-jo Jun, que, num caso separado, apresentou queixa contra o Facebook por incitar ao ódio.

Jun argumenta que o Facebook funciona como um “fornecedor de conteúdos, um meio jornalístico, que (…) influencia os conteúdos que as pessoas veem e como”.

A selfie com Angela Merkel foi tirada, em setembro de 2015, num abrigo para refugiados. “Foi uma foto normal, apenas por curiosidade”, afirmou Modamani à Folha de São Paulo.

“A chanceler alemã ajudou muitas pessoas, dando-lhes a oportunidade de terem uma nova vida. Mas a imagem começou a ser usada por quem odeia refugiados, a dizerem que fiz coisas erradas”.

ZAP // Lusa

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