Após dias de protestos e confrontos entre polícia e manifestantes, prefeitos das duas cidades anunciam, quase simultaneamente, revogação do aumento no preço das passagens. Pressionados pelos maiores protestos em duas décadas no Brasil, as prefeituras de Rio de Janeiro e São Paulo cederam e anunciaram, nesta quarta-feira (19/06), a revogação do aumento das tarifas de transporte público nas cidades.

Em São Paulo, o prefeito Fernando Haddad e o governador Geraldo Alckmin comunicaram que as passagens de trem, metrô e ônibus passarão, a partir de segunda-feira, dos atuais 3,20 para 3 reais. No Rio, como anunciou o prefeito Eduardo Paes, a redução será nas tarifas de ônibus – de 2,95 para 2,75 reais. Em nota, o governo estadual do Rio informou que metrôs, trens e barcas também serão reduzidas.

“Vamos revogar o reajuste dado, voltando à tarifa antiga”, anunciou Alckmin, em entrevista coletiva. “Será um sacrifício grande. Temos que cortar investimentos já que as empresas não podem arcar com os custos. Mas entendo que é importante.”

O anúncio ocorre um dia após a sexta manifestação em São Paulo, uma das mais violentas. O ato reuniu milhares de pessoas e concentrou-se em frente ao prédio da prefeitura, que sofreu tentativa de invasão. Na manhã desta quarta, houve mais três novos protestos na cidade, mas de menores proporções.

Brasil22

Polícia entra em confronto com manifestantes em Fortaleza (imagem)

No Rio de Janeiro, o maior protesto foi na segunda-feira passada. Na ocasião, policiais entraram em confronto com um grupo de cerca de 300 manifestantes, após a invasão da Assembleia Legislativa. Na entrevista coletiva desta quarta-feira, Paes criticou o episódio.

“São pessoas que não sabem viver em um ambiente democrático e de respeito”, afirmou o prefeito do Rio.

O maior protesto desta quarta-feira foi em Fortaleza, nos arredores do estádio Castelão, que recebeu a partida entre Brasil e México pela Copa das Confederações. Cerca de 30 mil pessoas tentaram marchar em direção ao estádio e furaram um bloqueio armado pela polícia, que respondeu com bombas de efeito moral. Alguns manifestantes revidaram com pedras.

DW
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