foto: (PD/CC0) tmeier1964 / pixabay //

Um relatório do “thinktank” britânico Reform estima que robôs e computadores possam substituir quase 250 mil empregos no sector público ao longo dos próximos 15 anos.

 O estudo, com o nome de “Work in Progress”, adianta que os serviços públicos poderiam poupar e apresentar melhores serviços com a incorporação de novas tecnologias. O preço será o impacto no emprego. O relatório resulta de entrevistas com 17 peritos de áreas como a saúde, universidades, governo e indústria.

O uso de websites e de dispositivos de inteligência artificial como os “chatbots”, programas que simulam conversações com os clientes,deverá, de acordo com o Reform, melhorar a eficiência dos serviços públicos e poupar milhares de milhões de libras.

O Reform estima que o uso de tecnologia possa dispensar 132 mil trabalhadores administrativos dos serviços centrais até 2030 – quase 90% do total – e resultar em poupanças de 2.600 milhões de libras por ano (cerca de 3.000 milhões de euros).

Na saúde, poderiam ser subtraídos mais de 110 mil postos de trabalho administrativos e em posições de recepção, poupando 1.700 milhões de libras (1.970 milhões de euros).

Por exemplo, quase um terço das funções desempenhadas por enfermeiros poderia, de acordo com o documento de 90 páginas, ser confiado a aplicações informáticas, como a recolha de informação e a entrega de medicação.

A substituição de postos de trabalho é um dos mais controversos aspectos da evolução tecnológica a que a humanidade tem assistido à volta da inteligência artificial – mas tal acontece na realidade há pelo menos 100 anos, desde que o primeiro homem foi substituído por uma máquina não inteligente numa linha de montagem.

E no reverso da medalha dos enfermeiros que perdem o posto de trabalho, há por exemplo quem saliente as vidas salvas pelo robô enfermeiro criado pelo matemático que perdeu a filha por causa de uma infecção grave diagnosticada demasiado tarde.

ZAP // Bom Dia

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