foto: Georges Biard / Wikimedia //

O realizador franco-polaco Roman Polanski recusou esta terça-feira presidir à cerimónia dos prémios César, os óscares do cinema francês, devido à polémica, que considera injustificada, lançada pelas associações feministas contra a sua nomeação.

Num comunicado citado pela agência France Presse, o advogado do realizador do filme “O Pianista” diz que a polémica lançada pelas associações feministas “entristeceu profundamente Roman Polanski e a sua família”, anunciando que o realizador não iria dar seguimento ao convite dos organizadores.

Associações feministas lançaram uma petição para afastar Polanski do cargo, que recolheu mais de 60 mil assinaturas em menos de uma semana, alegando que o realizador foi acusado em 1977 pela violação de uma adolescente de 13 anos na Califórnia.

Apelam ainda, através das redes sociais, ao boicote à cerimónia dos César, que ocorrerá a 24 de fevereiro.

A ministra francesa dos Diretos das Mulheres, Laurence Rossignol, considerou “surpreendente e chocante” a escolha do nome de Polanski.

O título de presidente da cerimónia dos César é essencialmente honorífico.

// Lusa

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