A Comissão de Trabalhadores (CT) da RTP disse hoje que a administração da empresa não pode “entrincheirar-se num silêncio comprometedor” sobre o caso das imagens da greve, que já adquiriu “repercussão pública” e teve “implicações políticas”.

“O Conselho de Administração [da RTP] deve explicações, não especialmente a esta CT, mas à generalidade dos trabalhadores e à opinião pública”, dizem os trabalhadores da estação pública em comunicado hoje divulgado.

A CT da RTP diz também ser “evidente que, enquanto o CA recusar esclarecimentos” sobre o motivo do processo ao ex-diretor de informação, Nuno Santos, “será preciso tomar como válidos os esclarecimentos prestados” pelo jornalista.

O ex-diretor de Informação da RTP Nuno Santos anunciou hoje através de comunicado enviado à agência Lusa ter recebido do conselho de administração da estação a “notícia” de que está “suspenso preventivamente a aguardar processo disciplinar para despedimento”.

“Consumou-se o saneamento político!”, é a forma como o jornalista inicia a nota.

“Acabo de receber do Conselho de Administração da RTP a notícia de que estou suspenso preventivamente a aguardar processo disciplinar para despedimento. Estou pois impedido, sem razão, de trabalhar!”, concretiza Nuno Santos.

A RTP confirmou que Nuno Santos foi suspenso preventivamente e a aguardar procedimento disciplinar, disse fonte oficial da empresa.

Questionado sobre os fundamentos desta decisão, a mesma fonte escusou-se a adiantar mais informação.

Este processo surge na sequência do caso do visionamento da imagens não editadas dos incidentes da manifestação de 14 de novembro pela PSP nas instalações da empresa.

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