foto : Tiago Petinga / Lusa

O antigo primeiro-ministro José Sócrates conhece o resultado da instrução da Operação Marquês na próxima sexta-feira, 9 de abril. É suspeito de três tipos de crimes: corrupção passiva, fraude fiscal e branqueamento de capitais.

Cabe ao juiz Ivo Rosa manter a acusação do Ministério Público ou deixar cair parcialmente ou totalmente os crimes de que é acusado. Qualquer decisão terá efeitos sistémicos na política, escreve o semanário Expresso.

“Estaremos perante uma ‘bomba’ de extraordinário impacto”, antevê o socialista João Cravinho. “Seja qual for a decisão, terá uma enorme repercussão em toda a apreciação pública do caso”.

“Se houver julgamento mas não incidir sobre as acusações mais graves, deixa mal a investigação e o Ministério Público. Se essas acusações mais graves forem confirmadas, abala ainda mais a confiança no sistema político”, disse, por sua vez, o socialista Manuel Alegre.

Ana Gomes, candidata às últimas eleições presidenciais, diz que “se não der em nada, é a justiça que se descredibiliza”. A antigo eurodeputada considera que caso não haja acusação, “é sinal de que a justiça foi pervertida”.

Renato Sampaio, um dos poucos socialistas que se mantém próximo do ex-líder, acredita que Sócrates vai ser ilibado e antecipa agitação política: “Quem o conhece sabe que, se ele sai ilibado disto tudo, o PS vai ter um problema novo. Não ficará quieto”.

Sampaio sugere que caso seja ilibado, José Sócrates deverá voltar à intervenção política. Outros socialistas próximos de Sócrates admitem ainda ao Expresso que o antigo primeiro-ministro “não vai ficar sossegado” e “assumirá certamente novos projetos políticos”.

Mesmo agora, ainda que afastado da vida política, Sócrates vai escrevendo vários artigos de opinião para diferentes meios de comunicação.

Daniel Costa Daniel Costa, ZAP //

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