Mais de mil caveiras de cães foram descobertas num aterro ilegal na cidade de Ayutthaya, a 50 quilómetros de Banguecoque, sendo que os animais poderão ter sido utilizados para a indústria alimentar, revela hoje a imprensa local.

As caveiras foram descobertas quando uma unidade de bombeiros se deslocou até ao terreno baldio do distrito de Wang Noi para extinguir um pequeno incêndio, que tinha deflagrado numa parcela usada como depósito de lixo.

Os primeiros indícios apontam para a possibilidade de os cães terem sido utilizados por indústrias alimentares no fabrico de almôndegas, tendo os restos sido atirados para o aterro, o qual terá sido incendiado para destruir as provas.

O noroeste da Tailândia é uma das principais zonas de abastecimento dos comerciantes de cães, que fornecem matéria-prima à crescente indústria canina para produzir alimentos, luvas com pelo de cão ou cordas de guitarra feitas com as vísceras do animal.

Uma organização com sede na Tailândia, formada por voluntários que tentam interceptar o contrabando dos animais nas fronteiras, estima em cerca de 300 mil os cães que, todos os anos, caem nas redes de contrabandistas e são transportados para o Laos, graças à forte procura proveniente da China e do Vietname.

A Agência de Alimentação vietnamita estima que só na cidade de Ho Chi Min (antiga Saigão) existam 175 estabelecimentos que incluem nos ‘menus’ pratos confecionados com carne de cão.

Nas Filipinas, China, Indonésia, Coreia do Sul, assim como em algumas zonas da Tailândia com população de origem vietnamita, também se consome carne de cão.

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