O ataque ocorreu no bairro diplomático de Gulshan e foi reivindicado pelo Estado Islâmico. Segundo relatos obtidos por vários media, os seis terroristas, depois abatidos pelas forças especiais, torturaram de forma severa alguns dos reféns que não sabiam recitar passagens do Alcorão.

“O Islão é uma religião de paz. Parem de matar em nome da religião”, disse ontem a primeira-ministra do Bangladesh, Sheikh Hasina, num discurso televisivo em que anunciou dois dias de luto pelas vítimas. “Parem de manchar a nossa religião. Imploro-vos que regressem ao caminho correto e defendam o orgulho do islão”, acrescentou a líder, cujo governo foi incapaz de parar uma onda de ataques contra estrangeiros e minorias religiosas.

A dirigente, de 68 anos, disse que as pessoas por detrás dos ataques estão a tentar destruir o Bangladesh. “Ao manterem civis inocentes como reféns, sob a mira das armas, querem transformar a nossa nação num Estado falhado.”

Entre os 20 mortos há nove cidadãos italianos, sete japoneses, uma norte-americana, uma indiana e dois bangladeshis, segundo relatos de vários media internacionais. Entre os italianos há um pai de dois gémeos de 3 anos ou a mãe de uma menina com a mesma idade.

Alguns trabalhavam para empresas ligadas à indústria têxtil, como por exemplo a StudioTex Limited ou a Fedo Trading Ltd, refere o jornal italiano Corriere della Sera. O primeiro-ministro de Itália, Matteo Renzi, disse ter passado toda a noite a acompanhar o desenrolar dos acontecimentos em Daca e referiu-se a uma “perda dolorosa” para o seu país.

FOTO:© REUTERS/Rupak De Chowdhuri

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