O Presidente dos Estados Unidos acusou esta segunda-feira a imprensa norte-americana de ser “desonesta”, uma vez que não informa intencionalmente sobre ataques terroristas cometidos por “islâmicos radicais”.

 Num discurso na base de MacDill, na cidade de Tampa, Florida, Donald Trump apontou mais uma vez o dedo à imprensa norte-americana e acusou-a de ser “desonesta”.

“Vocês viram o que aconteceu em Paris ou em Nice. Está a acontecer por toda a Europa. Chegámos a um ponto em que os ataques não estão a ser relatados“, afirmou, citado pelo The Washington Post.

“Em muitos casos a imprensa muito, muito desonesta não quer relatá-lo. Eles têm as suas razões e vocês compreendem isso”, acrescentou o novo Presidente, sem dar exemplos.

Questionado sobre as declarações do Presidente, o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, disse que foram palavras “muito claras” e prometeu revelar “uma lista mais tarde”.

Estas acusações de Donald Trump surgem poucos dias depois de a sua assessora, Kellyanne Conway, ter inventado um massacre que nunca existiu para explicar a política contra a entrada de muçulmanos no país.

Para justificar o decreto anti-imigração, a assessora “relembrou” que também durante a administração de Barack Obama foi imposto um veto de seis meses ao programa de refugiados iraquianos.

Segundo Conway, o veto ocorreu depois de dois iraquianos terem entrado nos EUA, se terem radicalizado e terem sido os mentores do massacre de Bowling Green.

A verdade é que a alegada chacina nunca aconteceu. Os dois homens, que ainda estão a cumprir penas de prisão, admitiram ter usado explosivos contra forças americanas no Iraque mas não cometeram qualquer ato terrorista nos EUA.

Depois deste caso, Obama determinou uma supervisão mais apertada à concessão de vistos a cidadãos provenientes do Iraque, mas não aplicou qualquer proibição.

Conway ficou conhecida por introduzir o termo “factos alternativos” para justificar a opinião da Casa Branca quanto à multidão que esteve na tomada de posse de Trump.

ZAP //

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