foto: Nexta / Twitter

9 de Maio aparece novamente nos supostos planos da Rússia. Ministro russo diz que veículos da NATO poderão ser destruídos.

Há uma data que tem sido repetida em notícias sobre a guerra na Ucrânia: 9 de Maio. E nesta quarta-feira o cenário repete-se.

Ainda em Março, foi divulgada a possibilidade de as forças russas quererem terminar o conflito no dia 9 de Maio, que seria o dia de uma eventual vitória triunfal na Ucrânia.

No dia 9 de Maio de 1945, na fase final da II Guerra Mundial, o Exército Soviético da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas derrotou oficialmente a Alemanha, já sem Adolf Hitler no comando (cometeu suicídio uma semana antes).

Agora, o Serviço de Informações Militar da Ucrânia avança que o lado russo está a preparar uma parada militar para esse dia, no porto de Mariupol, cidade na zona sudeste da Ucrânia e que tem sido um dos locais-chave no conflito. Está controlada, quase na totalidade, pelos russos.

“Mariupol vai tornar-se um centro de celebrações. As principais avenidas da cidade serão urgentemente limpas e serão removidos detritos, corpos dos mortos e e munições que não explodiram”, informa o comunicado do Serviço de Informações Militar da Ucrânia.

A ideia de Vladimir Putin e seus aliados será transmitir uma ideia de “alegria” das pessoas que moram em Mariupol, que estariam felizes devido à chegada dos russos à cidade. “É uma campanha de propaganda em larga escala”.

O dia 9 de Maio já é, todos os anos, sinónimo de parada militar em diversas cidades na Rússia, com maior visibilidade na capital Moscovo.

Sergei Shoigu, ministro da Defesa da Rússia, não confirmou essa intenção. Mencionou números mas não mencionou Mariupol: “Neste ano serão realizados desfiles militares em 28 cidades russas. Serão mobilizadas cerca de 65 mil pessoas”, avançou o ministro.

Destruir veículos NATO

Shoigu não falou sobre Mariupol mas deixou outro aviso: as forças russas poderão destruir veículos da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a NATO.

Os veículos da NATO em causa serão destruídos caso tenham armas e munições para reforçar as forças ucranianas.

“Qualquer transporte da Aliança Atlântica, que chegue ao país com armas ou meios para as forças armadas ucranianas, será visto por nós como um alvo legítimo para ser destruído”, avisou o ministro da Defesa.

Na mesma reunião com outros chefes militares, Sergei Shoigu comentou que as forças russas “estão a tomar medidas para garantir a segurança da população” e estão também a prestar ajuda humanitária a civis.

De acordo com o ministro, nos “territórios libertados” na Ucrânia, está a ser recuperada a “vida normal”.

   Nuno Teixeira da Silva, ZAP //

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