A crise política na Ucrânia iniciou-se há três meses, depois de Ianukovitch suspender os preparativos para um acordo com a União Europeia.

A oposição ucraniana apelou à destituição do Presidente Viktor Ianukovich e à convocação de eleições antecipadas até 25 de Maio.

“Exigimos presidenciais antecipadas até 25 de Maio”, declarou Vitali Klitschko, um dos líderes da oposição, no parlamento acrescentando que este “deve adoptar uma resolução que exija que Ianukovich se demita imediatamente”.

“Hoje, o parlamento é o único corpo legítimo de poder”, afirmou.

Ainda assim, o presidente ucraniano, Viktor Ianukovich, negou que pretenda renunciar ao cargo e sair do pais em resposta à violência no país e que já provocou cerca de 100 mortos.

“Não estou a deixar o país para qualquer lugar. Não pretendo renunciar ao cargo. Sou o presidente legitimamente eleito”, disse Viktor Ianukovich, durante um discurso emitido numa televisão local de Kharkiv, no leste da Ucrânia.

Ianukovich considerou ainda “ilegítimas” as recentes leis aprovadas pelo parlamento ucraniano, nas quais se inclui a decisão de libertar a líder da oposição Iulia Timochenko.

“As decisões tomadas hoje são ilegítimas. O povo deve ouvir isto da minha boca. Não tenho intenções de assinar nada”, afirmou o presidente ucraniano.

Entretanto, o presidente do parlamento, Volodymyr Rybak, também apresentou a sua demissão alegando problemas de saúde. A decisão de Rybak segue-se a vários deputados terem dito que iriam abandonar o Partido das Regiões, do Presidente Viktor Ianukovich, em protesto contra o uso da força policial contra os manifestantes, que causaram cerca de 100 mortes nos últimos dias.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui