Os cientistas estão perto de “ressuscitar” o auroque, uma espécie de gado antigo que se extinguiu em 1627, quando o último animal da espécie morreu na floresta de Jaktorowka, na Polónia.

O antigo auroque tinha quase 1,8 metros de altura e um comprimento de cerca de 3 metros. Pesava 950 quilos e os seus chifres podiam atingir os 75 centímetros.

Este animal terá sido caçado no sul e centro da Europa desde a pré-história, como relatam váras pinturas rupestres encontradas por investigadores, que também revelam que estes animais foram muito importantes para a agricultura.

A “Operação Taurus” tem o objetivo de criar 300 bezerros com traços de ADN dos auroques. Os cientistas estão a selecionar as raças de gado mais parecidas às dos animais extintos – como a Pajuna, a Podolica e a Busha – de modo a recriar a espécie.

A cada nova geração, os bezerros têm vindo a ficar cada vez mais parecidos com os auroques originais – tanto no tamanho como no comportamento.

O tamanho provável dos auroques, com base em fósseis encontrados na Rússia.

O tamanho provável dos auroques, com base em fósseis encontrados na Rússia.

Outro programa que tenta recriar o auroque é o “Projeto Taurus” em Portugal, que também tem cruzado espécies.

Estes programas fazem parte do projeto Rewilding Europe, que pretende reintroduzir as espécies selvagens perdidas da Europa que poderão ajudar o ambiente e o turismo local.

“O gado selvagem moldou a paisagem europeia ao longo de centenas de milhares de anos. Agora, se não existirem animais grandes e herbívoros, a floresta vai regenerar demasiado rápido”, disse Wouter Helmer, fundador da Rewilding Europe, ao jornal The Telegraph.

No entanto, os especialistas revelam que nunca será possível criar um auroque “100% original”, mas podem ficar muito perto disso.

Os cientistas também pretendem devolver à vida o mamute e a moa – uma ave não voadora com três metros de altura que se extinguiu início do século XVI.

ZAP //

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