Afinal, parece que o Verão deste ano não vai ser o pior desde 1816, como inicialmente divulgado pelo canal de meteorologia francês, La Chaine Météo.

As notícias vindas de França apontavam para um “ano sem Verão na Europa”, devido ao longo inverno que levou a um arrefecimento do mar e também à elevada presença de partículas vulcânicas na atmosfera, libertadas por fortes erupções ocorridas nos últimos anos em vários pontos do planeta e que servem de ‘filtro’ aos raios solares, reduzindo o aquecimento provocado pelo Sol. Isto resultaria em quedas de temperatura de, em média, um a três graus na Península Ibérica, acompanhados de precipitação.

Segundo o Diário de Notícias, isto significaria que, de acordo com as previsões do canal Meteo que há 70% de probabilidades de que haja uma ausência completa de verão na Europa Ocidental. O Meteo diz que haverá períodos de calor mas serão de curta duração, com alterações do clima até final de agosto, pelo que se terá de esperar até setembro e outubro para desfrutar do calor.

Contudo, segundo nota divulgada hoje pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera, estas previsões devem ser analisadas com reservas. Esclarece o IPMA que “não tem conhecimento do fundamento técnico científico” que suporta a suposição de este se tratar do “Pior Verão dos últimos 200 anos”. Segundo a previsão sazonal mais recente disponibilizada pelo IPMA para o trimestre junho, julho e agosto, esta sugere um cenário para Portugal Continental em que “a probabilidade da temperatura média ser inferior ao normal é de 40 a 60%, com uma anomalia negativa entre -0.5 e -0.2 °C”.

Ainda assim a previsão sazonal deve ser analisada com reservas porque, nas latitudes médias, em que Portugal se encontra, a previsão sazonal apresenta ainda um baixo grau de confiança, quando comparada com as latitudes tropicais, onde o grau de confiança é maior.

Ainda segundo a nota enviada à imprensa pelo instituto, “a previsão sazonal que o IPMA disponibiliza mensalmente em resulta de 4 sistemas de previsão acoplados: três europeus – ECMWF, Met Office, Météo-France – e um norte americano – NCEP. Estes modelos estão sujeitos às mesmas condições de integração, sendo os parâmetros estatísticos obtidos face a um período de referência comum de 20 anos (1991-2010). Esta previsão tem um alcance de meio ano, apresentando cenários na forma de anomalias de temperatura e precipitação para conjuntos de 3 meses”.

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